colelitíase

O que é a colelitíase?

Por ser uma condição muito comum, é bem provável que você já tenha sido acometido pela colelitíase ou conheça alguém que tenha enfrentado o problema. Estima-se que as pedras na vesícula, como o quadro é popularmente conhecido, afetem cerca de 10 milhões de brasileiros.

Você já ouviu falar nessa patologia? Sabe como ela é causada? Conhece as formas de tratamento? Caso não, recomendamos a leitura deste post. A seguir, responderemos a todas as suas dúvidas sobre o tema. 

O que é colelitíase?

Trata-se de uma patologia que ocorre quando há o acúmulo de cálcio e colesterol dentro da vesícula biliar, órgão que está localizado abaixo do fígado e que tem como principal função o armazenamento da bile.

Ainda, a bile é uma substância produzida pelo fígado composta de água, bicarbonato de sódio, sais biliares, pigmentos, gorduras, sais inorgânicos e colesterol. Além disso, a bile atua no processo de digestão, auxiliando na dissolução e aproveitamento das gorduras.

Assim, os cálculos biliares, como a doença também é chamada, podem se formar na vesícula por causa de três situações distintas: excesso de colesterol na bile, de bilirrubina ou em função de uma dificuldade na eliminação dessa substância, fazendo com que fique concentrada dentro do órgão.

Ademais, na primeira situação, a colelitíase é chamada de cálculos biliares de colesterol. Já no segundo e terceiro caso, a patologia é classificada como cálculos biliares pigmentados. 

Como é causada?

A colelitíase ainda não tem uma causa comprovada cientificamente. No entanto, já é de conhecimento da comunidade médica que existem fatores de risco que tornam uma pessoa mais suscetível a sofrer com a condição.

Ainda, esses fatores podem ser modificáveis ou não. No primeiro caso estão: sedentarismo, diabetes mellitus não controlado, gravidez, má alimentação, uso de anticoncepcionais, sobrepeso ou obesidade.  

Já os fatores não modificáveis são: idade superior a 40 anos, ser do sexo feminino, diagnóstico de cirrose e predisposição genética. Em função desses fatores, a composição da bile pode ser alterada, causando a formação das pedras na vesícula.

Quais são os sintomas mais comuns?

Geralmente, a colelitíase não provoca sintomas, principalmente quando está no estágio inicial. Porém, caso evolua e as pedras aumentem de tamanho e/ou se multipliquem, podem obstruir o ducto biliar. Com isso, começam a surgir os seguintes sintomas:

  • aumento de pressão na vesícula,  o que causa uma forte dor no lado direito do abdômen;
  • icterícia;
  • náuseas e vômitos;
  • aumento de tamanho do fígado;
  • inchaço abdominal;
  • alterações nas fezes e na urina.

Como é o tratamento para colelitíase?

A colelitíase é uma doença tratável e curável. A principal forma de evitar a formação de novos cálculos é realizando a cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Como não é um órgão vital, não causa grande impacto no funcionamento do organismo.

Ainda, a cirurgia é chamada de colecistectomia e só é indicada quando existem muitas pedras na vesícula. Caso contrário, recomenda-se apenas o acompanhamento da sua evolução. Em algumas situações, pode ser indicado o uso de ácidos biliares para dissolver as pedras.

Então, com a leitura deste post, você conheceu os aspectos mais importantes sobre a colelitíase. Caso perceba a presença de algum desses sintomas, fique alerta e procure um médico para ser avaliado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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