cirurgia oncológica

Mitos e verdades sobre a cirurgia oncológica

A cirurgia oncológica pode servir a diferentes propósitos, sendo a remoção total ou parcial do tumor o objetivo mais comum. No entanto, com o grande volume de informações a respeito do tema, nem sempre é possível garantir a veracidade do que é divulgado.

Neste sentido, preparamos este post para esclarecer o que é mito e o que é verdade em relação às afirmações compartilhadas na internet. Então, se tem interesse no assunto, recomendamos a leitura do texto.

1) Todo tumor precisa ser tratado cirurgicamente.

Mito. Em primeiro lugar, nem todo tumor é câncer. O termo tumor é utilizado para descrever o aumento de volume em qualquer parte do corpo. Quando esse crescimento é causado pela multiplicação de células, é chamado de neoplasia, que pode ser benigna ou maligna.

Ainda, as neoplasias benignas crescem lentamente, de maneira organizada, possuem limites perceptíveis, não invadem tecidos vizinhos e nem desenvolvem metástases. Por exemplo, o lipoma e o mioma.

Segundo que, mesmo em casos de neoplasia maligna, a cirurgia não é a única alternativa de tratamento. Quando o câncer já se espalhou, por exemplo, o tratamento pode não incluir a cirurgia oncológica, mas medidas terapêuticas que controlem os sintomas e aumentem a sobrevida do paciente.

2) A cirurgia oncológica faz parte do tripé para o tratamento do câncer.

Verdade. A cirurgia oncológica é utilizada para prevenir, diagnosticar, estadiar e tratar uma neoplasia maligna. Assim, ao lado da radioterapia e da quimioterapia, é considerada um dos tripés para o tratamento desta doença.

3) O procedimento cirúrgico exige cuidados adicionais

Mais uma afirmação verdadeira. Da mesma forma que ocorre com outras intervenções cirúrgicas, a cirurgia oncológica também exige cuidados pré e pós-operatórios. Para realizar o procedimento, o paciente precisa fazer acompanhamento nutricional e adotar medidas de controle de possíveis doenças pré-existentes.

Ademais, no pós-cirúrgico, as medidas visam acelerar a recuperação do paciente e variam de acordo com a técnica utilizada. De modo geral, é necessário adotar uma dieta balanceada e praticar atividades físicas para evitar a formação de coágulos.

4) A videolaparoscopia é a técnica cirúrgica mais indicada.

Verdade. Embora a cirurgia aberta e a robótica possam ser necessárias em algumas situações específicas, a videolaparoscopia continua sendo a técnica de cirurgia oncológica mais recomendada pelos profissionais.

Isso porque oferece muitas vantagens, quando comparada a outros métodos, tais como, menor risco de hemorragias, rápida recuperação do paciente, poucas chances de complicações e menor dor operatória.

Ainda, a cirurgia por videolaparoscopia é realizada a partir de pequenas incisões para a passagem dos instrumentos cirúrgicos e de uma câmera que transmite imagens em tempo real para um monitor utilizado pelo cirurgião.

5) Sempre será necessário aplicar a anestesia geral.

Mito. De fato, a cirurgia oncológica sempre exige a anestesia. No entanto, ela pode ser geral, tópica, local ou regional. A escolha pelo melhor tipo varia de acordo com a extensão do ato cirúrgico.

Enquanto a anestesia local é indicada para biópsias, a tópica é aplicada especificamente na região operada. Já a regional é utilizada em cirurgias menos complexas, para anestesiar apenas uma parte do corpo. A geral é recomendada em procedimentos mais complexos e de grande porte.

Então, com a leitura deste post, você conheceu os principais mitos e verdades relacionados à cirurgia oncológica. Portanto, quando consumir conteúdos a respeito do tema, você já saberá identificar se aquela informação é ou não confiável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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