cisto no fígado

Cisto no fígado: o que é?

A detecção de um cisto no fígado é relativamente comum, ocorrendo em cerca de 20% da população geral. Por serem, em sua maioria, assintomáticos, eles costumam ser detectados acidentalmente em exames de imagem por causa não relacionada.

Você sabe o que é um cisto hepático? Entende como ele surge? Então, não deixe de ler este post. A seguir, responderemos a todas as suas dúvidas a respeito deste tema.

Entenda mais sobre o cisto no fígado

Os cistos hepáticos são cavidades normalmente contendo líquido e que não costumam produzir sintomas e nem alterações no corpo. Por isso, nem sempre representam um risco grave à saúde.

Contudo, em casos menos frequentes, esses cistos podem ser perigosos, principalmente se aumentam de tamanho ao longo dos anos. Dessa forma, o acompanhamento médico é fundamental para avaliar a evolução do quadro.

Tipos de cistos hepáticos

Os cistos hepáticos se classificam em diferentes tipos e grupos: parasitários e não-parasitários. No primeiro caso, estão inseridas as seguintes formas:

  • cistos simples: são diagnosticados com maior frequência, principalmente em mulheres. Embora não tenha uma causa conhecida, acredita-se que o seu desenvolvimento tenha origem congênita. Esse tipo costuma ser diagnosticado em exames radiológicos;
  • cistadenoma: trata-se de uma lesão relativamente rara que acomete, em sua maioria, as mulheres com idade superior a 40 anos. Esse tipo tem alto índice de malignização;
  • doença policística do fígado: trata-se de uma condição genética rara. Geralmente, está associada à presença de múltiplos cistos renais ou pancreáticos, podendo levar a insuficiência dos órgãos. 

Além disso, existem os cistos parasitários hidáticos, sendo comumente observados em pacientes com equinococose, o desenvolvimento larval de parasitas no fígado. Geralmente, os hospedeiros são os animais, mas o homem pode acidentalmente contaminar-se ao consumir água ou vegetais infectados.

Com isso, os cistos podem se desenvolver no fígado, nos pulmões, nos rins, no coração, nos ossos ou no baço. Quando tem forma hepática, as larvas podem formar um cisto grande com vários cistos pequenos em seu interior.

Quais são as causas?

É válido pontuar que as causas do cisto não são conhecidas. Para cada tipo existe uma teoria distinta. Além do forte componente genético, o uso de anti-inflamatórios em excesso ou de anticoncepcionais, realizar terapia de reposição hormonal e contato com água ou alimentos contaminados.

Quais são os sintomas?

Na grande maioria dos casos, os cistos no fígado são assintomáticos. Quando os sintomas existem, os pacientes costumam relatar dor  abdominal, desconforto, massa palpável, saciedade precoce, sensação de plenitude, icterícia, vômitos, falta de apetite, aumento do volume abdominal e falta de ar.

Como é o tratamento do cisto no fígado?

O tratamento irá variar conforme o cisto e da sua causa. No entanto, os cistos simples dificilmente exigem alguma medida terapêutica. Então, quando há suspeita de malignidade, o médico realiza uma biópsia. Caso haja a confirmação, o tratamento consiste na remoção de uma parte do fígado ou no transplante do órgão.

Contudo, se o paciente apresentar algum desconforto, a intervenção cirúrgica pode ser necessária. Dessa forma, existem três tipos principais de procedimentos: destelhamento do cisto através da técnica de Lin, pericistectomia e hepatectomia.

Além disso, no caso do cistadenoma, o padrão ouro no tratamento é a ressecção-extirpação total da lesão. Nesse sentido, a doença policística do fígado também se trata pela combinação entre destelhamento e ressecção.

Enfim, como você pode perceber, os cistos no fígado raramente representam um risco grave à saúde. No entanto, o acompanhamento médico é fundamental para avaliar a evolução do quadro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Então, leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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