A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Prova disso é que os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) assinaram um acordo para a adoção de medidas que possam controlar o aumento no número de casos da doença.
Apesar de parecer uma doença fácil de diagnosticar, existem critérios que são utilizados para definir se uma pessoa é obesa ou não.
Neste artigo, trazemos mais informações sobre o problema. Então, continue a leitura para saber mais!
O que é obesidade?
A obesidade é uma patologia que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Essa condição é considerada uma pandemia, pois houve um crescimento excessivo da sua prevalência nos últimos anos.
Esse excesso de gordura corporal não provoca sintomas diretos no paciente, com exceção para casos extremos. O que acontece são diversas complicações de saúde em função do aumento de peso.
Os pacientes obesos apresentam limitação de movimento, estão mais suscetíveis à contaminação por fungos e bactérias, principalmente, nas dobras de gordura, sobrecarregam a coluna e as pernas, causando artroses, além das doenças varicosas.
Além disso, o excesso de peso é um fator de risco para diversas doenças e distúrbios, como, por exemplo:
- hipertensão arterial;
- dislipidemia;
- doenças cardiovasculares e cerebrovasculares;
- aumento da insulina;
- intolerância à lactose;
- câncer;
- Diabetes Mellitus tipo 2;
- distúrbios hormonais;
- osteoartrite;
- pedra na vesícula;
- apneia do sono.
Como é diagnosticada?
O parâmetro mais utilizado para confirmar o diagnóstico da doença é o Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC é uma tabela de referência internacional criada para mensurar se uma pessoa tem sobrepeso ou se está obesa.
A partir da divisão do peso pela altura elevada ao quadrado, é obtido o IMC do indivíduo. Esse resultado irá se enquadrar em uma das faixas de referência. São elas:
- menos do que 18,5, está abaixo do peso;
- entre 18,5 e 24,9, o peso é normal;
- entre 25 e 29,9, há um sobrepeso;
- entre 30 e 34,9, está com obesidade grau 1;
- entre 35 e 39,9, é o grau 2;
- mais do que 40, é o grau 3.
Além do IMC, o médico também considera o histórico familiar do paciente, a evolução do peso, o estilo de vida e os hábitos alimentares. Ele também pode realizar a densitometria de corpo total e a bioimpedanciometria para medir o índice de gordura corporal do paciente.
O exame de sangue permite identificar se há um desequilíbrio da tensão arterial e dos níveis sanguíneos de lipídios. Para complementar o diagnóstico, são solicitados outros exames que confirmam outras patologias, como o diabetes e a presença de gordura no fígado.
Não há muito mistério para confirmar o diagnóstico de obesidade. Após a confirmação do quadro, o médico irá verificar quais as melhores alternativas de tratamento que são adequadas ao perfil do paciente.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!