cirurgia bariátrica

Cirurgia bariátrica é uma alternativa para o controle da diabetes

Cirurgia bariátrica é uma alternativa para o controle da diabetes

Desde o final de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a indicação de cirurgia bariátrica para o controle da diabetes tipo 2. Este é o tipo mais comum da doença metabólica, que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros.

Anteriormente, a intervenção cirúrgica só era disponível para indivíduos com obesidade severa ou mórbida, com Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 35 kg/m². Depois da decisão do CFM, a cirurgia agora está disponível para pessoas diabéticas ou com obesidade de grau 1 (IMC entre 30 e 34,9 kg/m²), quando o uso de medicamentos já não está mais surtindo efeito.

Para os casos de controle do diabetes, o procedimento é denominado cirurgia metabólica. De acordo com estudos recentes, o procedimento é seguro e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazo.

Diabetes tipo 2

A doença ocorre em adultos, geralmente obesos, sedentários e com histórico familiar. O excesso de peso é o principal fator de risco. Por isso, os dois problemas estão muito ligados. Alimentação desregrada, com carboidratos em excesso, e sedentarismo causam acúmulo de gordura e também podem levar o organismo a se tornar resistente à insulina.

Esse tipo de diabetes é caracterizado por dois motivos: resistência do corpo aos efeitos da insulina, hormônio que controla os níveis de glicose no sangue, ou produção insuficiente da substância, o que provoca concentração de açúcar acima do normal nas corrente sanguínea. Nessa doença, a sensibilidade à insulina e a capacidade de produzi-la diminuem com o tempo.

Por que a cirurgia bariátrica é alternativa para o controle da diabetes?

A cirurgia bariátrica não cura o diabetes tipo 2, mas contribui para o controle. Quando uma pessoa faz a intervenção cirúrgica, há no estômago a redução da grelina, hormônio que estimula a fome e a saciedade. Assim, a fome também diminui.

Após ser reduzido pelo procedimento, o estômago não digere o alimento, que chega praticamente intacto e mais rápido ao intestino. A chegada mais rápida promove liberação de diversos hormônios, entre eles o GLP 1, que age sobre o pâncreas e passa a produzir mais insulina.

Com mais insulina, o corpo insere mais açúcar nas células, o que reduz a incidência no sangue. Além disso, quando a pessoa emagrece, diminuem também as substâncias inflamatórias que bloqueiam a ação da insulina na célula.

Pioneirismo brasileiro

O Brasil é pioneiro nos estudos que mostraram as ações antidiabéticas da cirurgia bariátrica. A partir das pesquisas, iniciadas nos anos 2000, especialistas do mundo todo começaram a perceber a importância dessas intervenções cirúrgicas para tratar o diabetes tipo 2, considerada de difícil controle em todo o mundo.


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16 riscos da cirurgia bariátrica

16 riscos da cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas que apresentam obesidade severa ou mórbida. Para fazer o procedimento, elas devem apresentar Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40, que indica obesidade de grau 3. O paciente é indicado, inclusive, quando não há resultados após meses de tratamento com dieta adequada e prática de exercício físico regular.

A cirurgia é considerada invasiva, uma vez que, na maior parte dos casos, é retirada uma parte do estômago ou do intestino. O objetivo é diminuir a quantidade de calorias absorvidas e favorecer a perda de peso. Por isso, ela é realizada apenas como um último recurso.

Qualquer intervenção cirúrgica pode trazer complicações, porém, operar uma pessoa obesa é mais delicado, devido a outras doenças associadas, como hipertensão e diabetes. Além disso, após o procedimento cirúrgico, há maior dificuldade para cicatrização e maior incidência de seroma, líquido que sai da incisão cirúrgica.

Principais riscos

Antes de realizar o procedimento, é necessária uma avaliação completa do indivíduo, uma vez que ele pode apresentar várias doenças associadas à obesidade.

Das principais complicações cirúrgicas, por motivo de doenças associadas à obesidade, podemos citar:

  • embolia pulmonar: entupimento de um vaso sanguíneo do pulmão;
  • sangramento interno no local da operação;
  • surgimento de fístulas: pequenas bolsas que se formam nos pontos internos da região operada;
  • diarreia;
  • fezes com sangue;
  • vômito.

Normalmente, essas complicações surgem ainda durante o período de internação hospitalar e são rapidamente resolvidas pela equipe médica. Entretanto, dependendo da gravidade dos sintomas, pode ser necessário fazer uma nova operação para corrigir o problema.

Como consequência da cirurgia, é comum que haja complicações nutricionais, como:

  • anemia;
  • deficiência de ácido fólico;
  • deficiência de cálcio;
  • deficiência de ferro;
  • deficiência de vitamina B12;
  • deficiência de vitamina D;
  • desnutrição.

Alguns outros riscos, porém, mais graves, são:

  • fragilidade nos ossos e osteoporose precoce;
  • perda de dentes;
  • amnésia e outras deficiências neurológicas.

Como evitar os riscos da cirurgia bariátrica?

Como se trata de um método bastante invasivo, é necessário que o indivíduo mantenha o acompanhamento durante todo o período pré e pós-operatório.

Antes da intervenção cirúrgica, deve-se fazer o levantamento de todos os possíveis riscos que os problemas de saúde existentes possam acarretar, além de fazer acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, que analisará o quadro psicológico e físico do indivíduo.

Depois do procedimento, o paciente passa por mudanças severas. Primeiramente, em relação à alimentação, que é reduzida drasticamente, comparada ao que se comia anteriormente. Depois, as modificações do próprio corpo.

Para evitar os riscos da cirurgia bariátrica, é essencial realizar exames médicos regulares, fazer aporte nutricional para o resto da vida, preparação para modificações físicas, especialmente a flacidez, além de trabalhar a mudança de pensamento com relação à comida, principalmente em relação à compulsão alimentar.


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7 coisas que você precisa saber sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica

7 coisas que você precisa saber sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica

A gastroplastia, ou cirurgia bariátrica, é um procedimento que tem o objetivo de reduzir o peso de pessoas com IMC muito elevado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é indicada para quem apresenta IMC acima de 35 Kg/m² e tenha complicações de saúde causadas pelo peso, como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares. É recomendada, também, para quem apresenta IMC maior que 40 Kg/m² e não tenha obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico, incluindo o uso de medicamentos.

Existem quatro principais tipos de cirurgia bariátrica:

  • Bypass gástrico: o estômago é dividido em dois e ligado ao intestino delgado. A maior parte fica isolada e o alimento entra pela parte menor, que suporta 50 mililitros (um copinho de café). Perda de peso: até 40%. Reversível.
  • Gastrectomia vertical: retiram-se dois terços do estômago, que se torna fino e alongado. A parte desprezada produz a grelina, que abre o apetite. A pessoa fica sem fome até o hormônio ser fabricado em outro local. Perda de peso: em média, 25%. Não reversível.
  • Duodenal Switch: mais agressiva, subtrai dois terços do estômago e faz um desvio extenso. Indicada para obesidade em alto grau. Melhora o diabetes, mas pode causar danos nutricionais. Perda de peso: de 40% a 45%. O risco de voltar a engordar é menor. Não reversível.
  • Banda gástrica: um anel de silicone inflável, na parte superior do estômago, limita a passagem de alimento. Por meio de um dispositivo embaixo da pele, o médico ajusta o anel. Provoca muito vômito e pode causar infecções. Perda de peso: 25%, com taxas de retorno altas. Reversível.
  • Gastroplastia endoscópica: um tubo flexível é levado através da boca até o estômago, que é costurado em torno deste, para afinar. Indicada para obesidade leve. Perda de peso: 20%. Não reversível.

Antes da cirurgia todo paciente precisa ser analisado individualmente e submetido a uma avaliação clínico-laboratorial, que inclui dosagem de glicemia, lipídios, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. Em alguns casos, a avaliação psicológica também é obrigatória nesse processo.

Pós-operatório da cirurgia bariátrica

Por se tratar de uma cirurgia delicada, a recuperação total pode demorar de 6 meses a 1 ano. Alguns cuidados são necessários e podem ajudar a amenizar os incômodos da intervenção. Saiba o que acontece logo após a realização da cirurgia bariátrica.

1# Perda de peso

O indivíduo chega a perder entre 10% a 40% do peso inicial, sendo mais rápido nos primeiros meses de recuperação. Essa perda depende do tipo de cirurgia e do indivíduo.

2# Dor

Durante o primeiro mês é normal sentir dor no abdômen. Náusea, vômito e diarreia também ocorrem com frequência, principalmente após as refeições.

3# Dieta adequada

No primeiro mês, a alimentação consiste apenas de líquidos (água de coco, chás e caldos). Depois, passa-se à dieta pastosa (purês), até chegar à sólida, bem picada para evitar engasgo e vômito.

4# Ingestão de vitaminas

Além da dieta, o médico pode indicar o uso de um multivitamínico, uma vez que a cirurgia pode levar à perda de vitaminas importantes, como ácido fólico e vitaminas do complexo B.

5# Esforço físico

Ao contrário do que muitos pensam, deve-se fazer exercício físico, iniciando-se uma semana após a cirurgia, mas de forma lenta e com esforço moderado. Além de ajudar a perder peso, ajuda a diminuir o risco de trombose e contribui para que o intestino funcione adequadamente.

6# Acompanhamento médico

Os curativos da cirurgia devem ser trocados uma semana após o procedimento. Durante essa semana, o curativo não deve ser molhado, para evitar infecção na cicatriz. Além disso, 15 dias após a cirurgia o indivíduo terá que retornar ao médico para remover os agrafos ou pontos. Após removê-los, deverá aplicar creme hidratante diariamente sobre a cicatriz para hidratá-la.

7# Tratamento psicológico

É aconselhável um acompanhamento psicológico no primeiro ano após a cirurgia. Existe o perigo de transferir a fixação por comida para o álcool, compras, sexo, dentre outros motivos. Sete por cento das pessoas desenvolvem outra compulsão.

Do ponto de vista nutricional, os indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados pelo resto da vida, com objetivo de receber orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente equilibrada. Quando indicada adequadamente, a cirurgia bariátrica oferece muitas vantagens, com recuperação rápida e retorno rápido à vida normal.

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Como fica a digestão após a realização da cirurgia bariátrica?

Como fica a digestão após a realização da cirurgia bariátrica?

O resultado alcançado por muitas pessoas com a cirurgia bariátrica serve de incentivo a outras tantas para se submeterem ao tratamento. De forma simplista, ela é um tratamento para redução do trato digestivo e é mais conhecida como redução do estômago, havendo diversas técnicas para que seja realizada. No procedimento, é retirada parte do estômago, e ocorre uma adaptação do sistema digestivo; o que sobra é ligado aos 2 canais de ligação com o resto do sistema gástrico: esôfago e duodeno.

Com isso, a expectativa é de que o próprio corpo se encarregue de providenciar a readaptação à nova condição, já que o estômago perde a capacidade de processar alimentos no interior dele. Com isso, há um controle do apetite, pois o indivíduo se sentirá empanturrado se tentar comer como antes.

Normalmente, no período pós-operatório, as pessoas perdem uma porção significativa do peso anterior, o que proporciona um resultado físico visível. Na maior parte dos casos, o paciente não volta a ganhar peso.

Tudo isso depõe a favor da cirurgia, mas é preciso que se leve em consideração alguns aspectos aos quais o paciente precisa estar ciente. A cirurgia bariátrica é parte de um procedimento mais amplo do tratamento para o emagrecimento. Isso significa dizer que deitar na mesa de cirurgia é apenas um passo intermediário no processo de emagrecimento.

A cirurgia é precedida de um trabalho de reeducação alimentar levado a cabo por nutricionista. Há uma avaliação psicológica para o condicionamento e o acompanhamento do paciente ao longo do pós-operatório.

Como fica a digestão após a cirurgia bariátrica?

Nesse período, há uma série de etapas a serem cumpridas e de cuidados a serem tomados, alguns para o resto da vida.

No 1º momento após a cirurgia, a alimentação do paciente é exclusivamente líquida. Isso é necessário para que ocorra a recuperação do local onde foi feita a cirurgia e a readaptação do órgão à nova condição.

No momento seguinte, a alimentação líquida é trocada por alimentação pastosa. Somente após um período, normalmente de no máximo 30 dias, o paciente volta a ingerir sólidos.

Esse é só parte do procedimento no pós-operatório. O paciente poderá desenvolver rejeição a uma série de alimentos que antes apreciava. Isso decorre das transformações globais do trato digestivo e do organismo como um todo, que são profundas.

Muitos pacientes são obrigados a tomar pelo resto da vida suplementação de determinados nutrientes, os quais deixam de ser adequadamente absorvidos pelo sistema gastrointestinal.

Quanto à reeducação alimentar, aquela que teve início já no pré-operatório, o papel dela é fundamental para a saúde do paciente, pois a dieta dele não terá mais qualquer similaridade com aquela anterior ao tratamento. Com o organismo tendo capacidade reduzida de processar alimentos, para que haja uma boa nutrição, é preciso que a alimentação seja balanceada e rica em nutrientes, o que implica o abandono dos hábitos anteriores, como dieta rica em carboidratos, açúcares e gorduras.

Conclusão

A abordagem deste artigo tem por objetivo conscientizar o leitor comum de que a intervenção cirúrgica é parte do tratamento, e não todo ele.

Submeter-se a uma cirurgia bariátrica significa marcar encontro com resultados magníficos, mas também um compromisso para toda a vida, o que requer uma consciência muito clara de que o corpo e os hábitos sofrerão mudanças radicais; o acompanhamento médico deve ser permanente.

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Qualquer pessoa pode fazer a cirurgia bariátrica?

Qualquer pessoa pode fazer a cirurgia bariátrica?

Seja por fatores genéticos seja por fatores ambientais, nos últimos anos, foi possível observar o aumento na incidência de um grande número de doenças. Dentre elas, a obesidade é que a mais cresce. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, o número de pessoas com a doença aumentou 60%. Para muitas delas, a única esperança é a cirurgia bariátrica.

No entanto, mesmo apresentando imensos benefícios, essa cirurgia não pode ser realizada em qualquer pessoa acima do peso. É necessário seguir uma série de recomendações, para que não apresente riscos ao paciente. Descubra os casos em que é indica e aqueles em que é contraindicada em artigo disponível em nossa página do Facebook.

Indicações de cirurgia bariátrica

O fator principal para determinar se a cirurgia é ou não recomendada reside no Índice de Massa Corporal (IMC), calculado por meio da divisão do peso por 2 vezes a altura, ou a altura ao quadrado.

Segundo as novas resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), a cirurgia é indicada nos casos em que o IMC é maior ou igual a 35 kg/m², desde que haja algumas condições associadas, como: diabetes, hipertensão, asma grave não controlada, disfunção erétil (no caso de homens), hérnias, depressão, dentre outras doenças.

A idade também é um fator levado em conta. De acordo com o CFM, a cirurgia só deve ser realizada em paciente com idade entre 18 e 65 anos. Existem algumas exceções: pode ser feita em pessoas maiores de 65 anos desde que as condições gerais sejam seguidas.

Adolescentes com idade entre 16 e 18 anos também podem passar pelo procedimento, mas apenas em caráter experimental, seguindo as regras estabelecidas pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Contraindicações da cirurgia bariátrica

De acordo com o Ministério da Saúde, as seguintes condições impedem a realização da cirurgia:

  • possuir alguma doença genética que possa gerar complicações durante ou após a realização da cirurgia;
  • ter algum transtorno psiquiátrico que não é ou não pode ser controlado. Em caso de quadros de depressão e ansiedade, a decisão é feita por meio da avaliação da capacidade de compreensão do paciente;
  • apresentar limitação intelectual: nos casos em que a pessoa não possui capacidade de compreensão, a cirurgia não deve ser realizada, pois as recomendações pós-operatórias provavelmente não serão seguidas, especialmente se não houver algum tipo de suporte por parte da família ou de amigo(s);
  • possuir ou ter tendência a vício, pois o alcoolismo ou o uso de substâncias ilícitas tende a deixar o organismo fragilizado e a atrapalhar a recuperação, podendo gerar uma série de complicações.

Além dessas recomendações gerais, é necessário considerar as especificidades de cada candidato à cirurgia bariátrica. Por isso, somente um cirurgião geral ou do aparelho digestivo poderá analisar o quadro e decidir pela realização da intervenção ou não.

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6 cuidados no pós-operatório da cirurgia bariátrica

6 cuidados no pós-operatório da cirurgia bariátrica

O processo pós-operatório da cirurgia bariátrica envolve uma série de cuidados para que a recuperação seja bem-sucedida. Algumas ações para o restabelecimento da saúde, após o procedimento, dependem do tratamento médico. No entanto, outras atitudes são tarefas diárias do paciente.

Conheça agora seis cuidados fundamentais, que devem ser seguidos depois da cirurgia.

Entenda a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para reverter quadros de obesidade e doenças relacionadas a ela, também crônicas.

A operação reduz o tamanho do estômago, além de causar alterações hormonais gástricas e intestinais. Com isso, a sensação de fome é diminuída, e a de saciedade, aumentada, fazendo com que a pessoa tenha a tendência de comer menos do que antes da operação.

Os resultados dessa operação levam à perda de até 40% do peso nos primeiros meses. Para que a recuperação seja adequada, o paciente deve seguir várias recomendações médicas, para também evitar complicações pós-cirúrgicas.

Os cuidados após a cirurgia bariátrica

Seguir a dieta

A alimentação deve ser proporcional à nova capacidade do organismo depois de operado. A ingestão de alimentos sólidos não deve ocorrer no início da recuperação. No lugar, líquidos e caldos devem ser adotados como fontes de vitaminas e nutrientes.

Beber água

A ingestão moderada de água em horários regrados deve ser feita para hidratar o corpo e evitar problemas renais. Além disso, a água ajuda na circulação sanguínea e no funcionamento do sistema cardiovascular.

Com os sistemas funcionando bem, a cicatrização e o restabelecimento da saúde serão mais rápidos.

Fazer exercícios físicos

A prática de atividades físicas de baixa intensidade é recomendada para a boa recuperação. Caminhadas, bicicleta ou hidroginástica podem ser boas opções para reforçar a resistência do corpo, que passa por uma grande adaptação depois da cirurgia.

Mas os exercícios devem ser feitos após a liberação médica e moderadamente.

Evitar carregar pesos

O esforço físico excessivo deve ser evitado, principalmente nas primeiras semanas depois da cirurgia. Carregar peso pode ser um motivo para que algum ponto estoure.

Trocar os curativos

Lavar bem a área da cirurgia e fazer novos curativos, higienizando sempre o local, deve ser feito para as infecções não apareçam. E sempre depois de lavar, seque bem o local.

Tomar as medicações

Depois da cirurgia, o organismo fica com menor capacidade de absorção de nutrientes e vitaminas, e algumas medicações são receitadas para compensar isso.

Tomar as medicações nos dias e horários corretos vai evitar que você tenha problemas de saúde em longo prazo.

Seguir as dicas acima, e também as orientações médicas, além de agendar consultas periodicamente, vai fazer com que seu corpo se recupere bem e sem imprevistos.

A cirurgia bariátrica é uma operação que muda drasticamente o estilo de vida do paciente e exige também muita paciência dele, para a readaptação ao dia a dia.

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Entenda a importância do acompanhamento multidisciplinar pré cirurgia bariátrica

Entenda a importância do acompanhamento multidisciplinar pré cirurgia bariátrica

Destinada ao tratamento do excesso de gordura e de doenças agravadas pela obesidade, a cirurgia bariátrica é um procedimento realizado quando dietas e prática de atividades físicas não geram mais efeito no paciente.

Nos últimos anos, o método vem se destacando não só por auxiliar na perda de peso, mas também por levar benefícios à saúde dos pacientes, melhorando a qualidade de vida deles. Doenças como diabetes, hipertensão, insuficiências cardíacas e respiratórias, colesterol e complicações ortopédicas têm os sintomas curados ou melhorados após tal intervenção cirúrgica.

Além disso, ela também proporciona benefícios psicológicos, como o aumento da autoestima e a redução do risco de um quadro de depressão.

Apesar das vantagens da cirurgia bariátrica, é necessário ter alguns cuidados. Durante a pré-cirurgia, após o procedimento e alguns meses depois, é fundamental que haja um acompanhamento multidisciplinar.

Neste artigo, nós trataremos sobre a importância do acompanhamento multidisciplinar na pré-cirurgia bariátrica. Acompanhe.

O que é o acompanhamento multidisciplinar?

Formado por diversos profissionais da área da saúde, o acompanhamento multidisciplinar tem como objetivo atingir um resultado comum. Na intervenção bariátrica, esse objetivo é a mudança de hábitos do paciente e a manutenção do novo peso.

Esse acompanhamento é composto por profissionais que acompanham de forma direta os pacientes. Integram a equipe: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras e educadores físicos.

Como funciona o acompanhamento multidisciplinar na pré-cirurgia bariátrica?

Ao contrário do que muita gente pensa, essa cirurgia não cura a obesidade. O comportamento do operado ainda é o de um obeso, e, por essa razão, é necessário que ele tenha um acompanhamento multidisciplinar, tanto antes quanto depois da cirurgia.

Quando um indivíduo se submete à operação bariátrica e não toma os cuidados necessários, ele poderá voltar a engordar. Essa situação acomete aproximadamente 15% dos operados. Daí a importância do acompanhamento multidisciplinar ainda na fase pré-operatória.

Dentre as avaliações do acompanhamento multidisciplinar, uma das mais importantes é a psicológica, para oferecer o suporte necessário ao paciente.

Essa análise se faz essencial para que ele tenha ciência total do procedimento ao qual se submeterá, bem como das “consequências” de tal ação. Além disso, é durante a avaliação psicológica que o especialista diagnostica possíveis quadros de transtornos alimentares e de dependência alcoólica ou química. O psicólogo trabalha com o paciente a questão de não compensar a compulsão alimentar em um novo vício.

De modo geral, quando não há um acompanhamento multidisciplinar adequado ou quando o paciente o interrompe, este estará propenso não só a engordar novamente, como também a adquirir outros maus hábitos.

Os cuidados a serem tomados na pré-cirurgia

Antes da cirurgia, o paciente também deverá tomar alguns cuidados, principalmente em relação à alimentação.

Normalmente, a equipe disciplinar responsável pela cirurgia bariátrica solicita ao paciente que ele mantenha a dieta líquida até 1 dia antes da cirurgia. Fumantes também devem interromper o tabagismo, para evitar riscos de complicações nos pulmões.

Agora você já sabe qual a importância do acompanhamento multidisciplinar na pré-cirurgia bariátrica.

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Cirurgia bariátrica: entenda a diferença entre as técnicas

Cirurgia bariátrica: entenda a diferença entre as técnicas

A cada ano, o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil sobe em média 7,5%  e a tendência é aumentar ainda mais. O país está em segundo lugar no mundo em cirurgias realizadas, e as mulheres são as principais pacientes, com média de 80%.

O aumento da realização da cirurgia pode estar relacionado ao crescimento da obesidade, mas também diz respeito a ampliação das doenças associadas a ela, que pulou de seis para 21, sendo a bariátrica o tratamento mais indicado. Porém, há várias técnicas de cirurgia bariátrica que devem ser conhecidas para que o médico e o paciente possam encontrar a mais indicada para o seu perfil.

Conheça as técnicas bariátricas

A obesidade está longe de ser um problema meramente estético. Antes de optar pela cirurgia bariátrica, o paciente precisa buscar ajuda com tratamentos convencionais, como reeducação alimentar e atividades físicas, para evitar um procedimento complexo e radical.

O tratamento da obesidade inclui também cuidar e se prevenir de outras doenças que podem surgir a partir dela, como é o caso da hipertensão, do diabetes e do câncer. Considerada o mal do século, a obesidade é um problema de saúde pública e vem sendo tratada pelos especialistas como uma epidemia, que encontra na cirurgia bariátrica uma grande aliada nessa luta.

Cerca de 90% dos pacientes se dizem satisfeitos com o resultado da cirurgia. Este sucesso está relacionado ao preparo pré e pós-cirúrgico multidisciplinar e a escolha adequada da técnica a ser realizada. Não há respostas objetivas sobre o melhor procedimento, mas o ideal é que seja o mais adequado ao organismo e ao estilo de vida do paciente.

Há três tipos de cirurgia bariátrica: as restritivas, as mistas e as disabortivas, com suas variações. As restritivas diminuem o tamanho do estômago, as mistas reduzem uma parte do órgão e criam um desvio do trânsito intestinal, e as a disabortivas têm como objetivo diminuir a capacidade de absorção intestinal.

Outro diferencial é que as cirurgias podem ser feitas com técnicas abertas ou por videolaparoscopia, influenciando diretamente no tempo de recuperação cirúrgico e na cicatrização. Listamos abaixo as diferenças entre as técnicas bariátricas mais frequentes atualmente.

Bypass gástrico – Gastroplastia com desvio intestinal em Y Roux

É a cirurgia bariátrica mais praticada atualmente, com cerca de 75% de aceitação dentre todas as outras. É um procedimento misto que faz um grampeamento de 95% do estômago para que ele possa se adaptar a uma quantidade bem menor para reservar os alimentos. Há ainda um desvio do intestino inicial, que promove o aumento dos hormônios da saciedade. O Y é pelo corte do desvio.

O paciente pode perder cerca de 45% do seu peso.

Banda gástrica ajustável – Lap Band

Através de videolaparoscopia, o cirurgião insere um anel de silicone na parte mais alta do estômago, dividindo o órgão em dois. Dessa forma é criado um pequeno reservatório antes do anel, onde são depositados os alimentos ingeridos. Pelo tamanho restrito, o paciente já se sente saciado com pouca quantidade de comida.

O paciente pode perder cerca de 30% do seu peso.

Sleeve gástrico – Gastrectomia vertical

Método mais recente, em que é feito um grampeamento do estômago, em forma de tubo, até a entrada do duodeno. É reduzido cerca de 80% do órgão e há ainda a retirada de parte do fundo gástrico para acabar com a formação do hormônio da fome.

É indicada para pacientes com anemia grave ou com outros problemas intestinais. É irreversível e há uma perda de 40 a 45% de peso médio.

Biliopancreática – Duodenal Switch

Há a retirada de 70% do estômago, sem perder sua estrutura e função com a parte restante. É feito também um desvio do intestino delgado, gerando duas vias distintas: uma para receber alimento e outra os sucos digestivos. A técnica limita a absorção de gorduras e diminui o tempo das calorias.

A perda de peso média é de 40%.

 

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Cirurgia bariátrica: Entenda o procedimento

Cirurgia bariátrica: Entenda o procedimento

A cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução de estômago, tem crescido no Brasil, nos últimos anos, e ajudado milhares de pessoas a aumentar a qualidade de vida

Um estudo divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde (ANS) apontou que o número de indivíduos com excesso de peso e obesidade entre os beneficiários de planos de saúde continua crescente no país. A pesquisa, que foi realizada em 2016, apresentou um crescimento significativo na proporção de adultos usuários de planos de saúde, passando de 46,5% para 53,7% na comparação com 2008, quando o levantamento foi realizado pela primeira vez. Em relação à obesidade, o percentual saltou mais de 40%, passando de 12,5% há dez anos, para 17,7% em 2016.

Uma das possibilidades para reduzir esse quadro é a cirurgia bariátrica, que tem aumentado consideravelmente no Brasil, nos últimos anos. Para termos uma dimensão do crescimento dessa técnica , houve um aumento de, aproximadamente, 40% em quatro anos, passando de 72 mil procedimentos, em 2012, para 100 mil em 2016, conforme informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Tipos de cirurgias

A cirurgia bariátrica reúne técnicas com respaldo científico destinado ao tratamento da obesidade mórbida ou grave e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal. Um dos principais benefícios do procedimento éa redução dos riscos ao desenvolvimento de doenças associadas à obesidade e à hipertensão, além do aumento da longevidade e a diminuição do risco de mortalidade. Outro ponto positivo é a recuperação da autoestima e da qualidade de vida.

Há três procedimentos básicos em se tratando de cirurgia bariátrica e metabólica. Dessa forma os tipos são: abordagem aberta (videolaparoscopia), robótica e a por procedimento endoscópio – que ainda está em fase de estudos e, em tese, seria menos evasiva e mais confortável para o paciente.

Risco cirúrgico é pequeno

O desenvolvimento de novas tecnologias reduziu drasticamente, os riscos do procedimento. Atualmente, as cirurgias bariátricas têm menos riscos do que uma cesariana, um parto normal ou uma histerectomia (remoção de parte ou da totalidade do útero).

Contudo, apesar do baixo risco, os interessados em fazer o procedimento devem consultar um médico e após a autorização, deve procurar um hospital com estrutura e profissionais habilitados e com experiência comprovada.  A indicação cirúrgica deve ser baseada na análise de quatro critérios: IMC, idade, doenças associadas e tempo de doença. Em relação à idade, o procedimento pode ser realizado por pessoas entre 18 e 65 anos.

Além disso, após o procedimento, é essencial o acompanhamento com um especialista.  Vale ressaltar que cerca de 15% dos pacientes submetidos a cirurgia bariátrica após cinco anos não conseguem manter os resultados obtidos com redução de peso, processo conhecido como recorrência da obesidade. Os motivos variam e podem ser técnicos, metabólicos e psicológicos.  Dessa forma, é extremamente recomendado que o paciente faça acompanhamentos periódicos com nutricionistas e psicólogos para evitar o ganho de peso após a realização do procedimento cirúrgico.

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