cirurgia bariátrica

Como será minha vida após a cirurgia bariátrica?

Como será minha vida após a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia ou cirurgia de obesidade, é um procedimento cirúrgico que visa promover a redução de peso dos pacientes com o IMC muito elevado.

Trata-se de uma operação que altera a anatomia original do estômago e, consequentemente muda a capacidade que o órgão tem de receber os alimentos. Com o estômago reduzido literalmente cabe menos comida e a pessoa emagrece.

Atualmente são realizadas mais de 65 mil cirurgias bariátricas todos os anos, mas apesar de ser extremamente eficaz no que se propõe, o procedimento não faz milagres. Além disso, é importante ressaltar que as alterações não se limitam ao peso. Leia o artigo e confira como fica a vida do paciente depois da operação.

Como fica o peso?

A redução depende da técnica envolvida, peso inicial do paciente, fatores metabólicos, disciplina em relação à disciplina alimentar no pós-cirúrgico, etc. Geralmente, na primeira semana depois da operação, há uma perda que varia entre 800g a 1kg/dia. Isso é resultado da dieta hipocalórica e dos efeitos metabólicos do procedimento. Ao final do primeiro mês, o paciente costuma perder de 8% a 12% de seu peso corporal total e segue perdendo gradualmente. Há pacientes que perdem 30, 40, 50, 60 quilos…Cada caso é um caso.

Como fica a relação com a comida?

A relação com a comida tende a mudar depois da cirurgia, isso se houver o devido acompanhamento psicológico. Infelizmente, certos hábitos nocivos e transtornos alimentares podem permanecer após o tratamento cirúrgico, como por exemplo, a compulsão e a bulimia. Na maioria dos casos o quadro melhora depois da bariátrica, mas, em outros, podem piorar ou, até mesmo, se desenvolver depois do procedimento. Saí a importante de contar com o suporte profissional de psicólogos e/ou psiquiatras.

Como fica a aparência?

A perda expressiva do peso gera uma mudança expressiva no visual, mas não podemos desconsiderar que o excesso de pele é inevitável. A alimentação balanceada, associada à prática de exercícios, pode ajudar nesse sentido. Porém, a correção efetiva dependerá de cirurgias plásticas para eliminar as sobras de pele. Outras questões estéticas que precisam ser mencionadas consistem na maior vulnerabilidade a dermatites, micoses, queda de cabelo e unhas enfraquecidas.

Como fica a saúde mental?

De modo geral, a autoestima melhora muito depois da operação, mas novamente reforço a importância de contar com o acompanhamento psicológico antes, durante e após a cirurgia. Há casos em que o indivíduo tem dificuldades para se reconhecer, não ficam satisfeitos com os resultados e têm suas expectativas frustradas. A ainda quem enfrente problemas como depressão e ansiedade pós-bariátrica. É raro, porém, pode acontecer.

Como fica a saúde física?

A saúde se beneficia muito da cirurgia. O risco cardiovascular diminui drasticamente depois da operação, assim como os níveis de glicose e colesterol no sangue reduzem bastante. Por outro lado, é indispensável fazer um acompanhamento nutricional rigoroso, pois há chances de anemia e má absorção de nutrientes. Nesse caso, a suplementação vitamínica torna-se essencial para a manutenção da saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Procedimentos obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica

Procedimentos obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um procedimento que revolucionou o tratamento da obesidade mórbida, devido a sua eficácia e vantagens que oferece ao paciente. Porém, antes de pensar em realizá-la, é importante conhecer todas as etapas obrigatórias do pré-operatório.

Por isso, preparei este artigo explicando, detalhadamente, cada um desses procedimentos. Então, se você tem interesse no assunto, continue a leitura.

O que é a cirurgia bariátrica?

Também chamada de cirurgia de redução de estômago, é a intervenção cirúrgica que atua no tratamento da obesidade mórbida, ou grave, e das doenças adquiridas em função dela, tal como o diabetes.

Contudo, a gastroplastia, como também é conhecida, não é uma alternativa rápida ao emagrecimento. O procedimento é realizado apenas quando é o último recurso que permite ao paciente obter a redução de peso. 

Para estar apto à cirurgia, o paciente precisa atender a alguns requisitos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O principal critério é ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 – ou maior ou igual a 35, para quem já tenha alguma comorbidade.

O CFM também regulamentou quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica, sendo eles a gastroplastia em Y de Roux (GYR), a gastrectomia vertical (GV), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável.

Entretanto, apesar dos diferentes métodos, o pré-operatório costuma ser bem semelhante para todos eles. Então, vamos ao que interessa.

Cuidados obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica

A seguir, você vai conhecer quais são os procedimentos exigidos pela equipe médica para que a condição de saúde do paciente seja conhecida por eles e, assim, seja possível avaliar a sua aptidão ou não ao procedimento. 

Avaliação com o cirurgião bariátrico

A primeira consulta do candidato à cirurgia é com o profissional que irá executá-la, ou seja, o cirurgião bariátrico. Ele irá fazer uma avaliação minuciosa da condição do paciente para que possa dar o seu aval para a realização da cirurgia.

Assim, ele irá verificar o peso e a altura do paciente, período em que houve o ganho de peso, existência de doenças, se já realizou dietas e por quanto tempo. Além disso, o especialista deve analisar se o paciente faz uso de medicamentos para emagrecer, bem como seus hábitos alimentares e prática atividades físicas.

Exames

Confirmando a aptidão do paciente, ainda na mesma consulta, o cirurgião irá prescrever a realização de alguns procedimentos para conhecer o estado de saúde do candidato. São eles:

  • Endoscopia Digestiva Alta com pesquisa de H. pylori (EDA);
  • Ultrassonografia de abdome total (USG);
  • Ecocardiograma com Doppler colorido;
  • Rx Tórax PA e Perfil;
  • Prova de função pulmonar com teste broncodilatador;
  • Eletrocardiograma;
  • Doppler arterial e venoso dos membros inferiores;
  • Polissonografia;
  • Hemograma completo;
  • TSH, T4 livre;
  • Colesterol total e frações;
  • Coagulograma;
  • Sorologia para hepatite B e C;
  • HIV;
  • Beta HCG (para mulheres);
  • Bilirrubinas totais e frações.

Avaliações com a equipe multidisciplinar

A equipe multidisciplinar é composta por cardiologista, endocrinologista, pneumologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta. Após a realização dos procedimentos acima, e da consulta com o cirurgião bariátrico, o paciente irá se consultar com cada um desses médicos.

Além de avaliar os resultados desses procedimentos, eles também podem recomendar a realização de outros. Após todas essas consultas, o paciente retorna ao cirurgião, que novamente irá avaliá-lo e verificar os relatórios dos outros especialistas.

Avaliação com anestesista

Esta é a última etapa do pré-operatório e já acontece dentro do centro cirúrgico, no dia da realização da cirurgia bariátrica. O paciente recebe os primeiros medicamentos sedativos, é conectado aos aparelhos que controlam os parâmetros vitais e recebe oxigênio sob máscara.

E são esses os procedimentos obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica. Caso tenha outras dúvidas, você pode procurar um endocrinologista para conversar.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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Cirurgia bariátrica: procedimentos obrigatórios no pré-operatório

Cirurgia bariátrica: procedimentos obrigatórios no pré-operatório

A cirurgia bariátrica é um procedimento que revolucionou o tratamento da obesidade mórbida devido a sua eficácia e vantagens que oferece ao paciente. Porém, antes de pensar em realizá-la, é importante conhecer todas as etapas obrigatórias do pré-operatório.

Por isso, preparei esse artigo explicando, detalhadamente, cada um desses procedimentos. Então, se você tem interesse no assunto, continue a leitura.

O que é a cirurgia bariátrica?

Também chamada de cirurgia de redução de estômago, é a intervenção cirúrgica que atua no tratamento da obesidade mórbida ou grave e das doenças adquiridas em função dela, tal como o diabetes.

Contudo, a gastroplastia, como também é conhecida, não é uma alternativa rápida ao emagrecimento. O procedimento é realizado apenas quando é o último recurso que permite ao paciente obter a redução de peso. 

Para estar apto à cirurgia, o paciente precisa atender a alguns requisitos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O principal critério é ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou maior ou igual a 35, para quem já tenha alguma comorbidade.

O CFM também regulamentou quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica, sendo eles a gastroplastia em Y de Roux (GYR), a gastrectomia vertical (GV), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável.

Entretanto, apesar dos diferentes métodos, o pré-operatório costuma ser bem semelhante para todos eles. Então, vamos ao que interessa.

Quais são os procedimentos obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica?

A seguir, você vai conhecer quais são os procedimentos exigidos pela equipe médica para que a condição de saúde do paciente seja conhecida por eles e assim, seja possível avaliar a sua aptidão ou não ao procedimento. 

Avaliação com o cirurgião bariátrico

A primeira consulta do candidato à cirurgia é com o profissional que irá executá-la, ou seja, o cirurgião bariátrico. Ele irá fazer uma avaliação minuciosa da condição do paciente para que possa dar o seu aval para a realização da cirurgia.

Assim, ele irá verificar o peso e a altura do paciente, período em que houve o ganho de peso, existência de doenças, se ele já realizou dietas e por quanto tempo, se faz uso de medicamentos para emagrecer, os hábitos alimentares e se pratica atividades físicas.

Prescrição de exames

Confirmando a aptidão do paciente, ainda na mesma consulta, o cirurgião irá prescrever a realização de alguns procedimentos para conhecer o estado de saúde do candidato. São eles:

  • Endoscopia Digestiva Alta com pesquisa de H. pylori (EDA);
  • Ultrassonografia de abdome total (USG);
  • Ecocardiograma com Doppler colorido;
  • Rx Tórax PA e Perfil;
  • Prova de função pulmonar com teste broncodilatador;
  • Eletrocardiograma;
  • Doppler arterial e venoso dos membros inferiores;
  • Polissonografia;
  • Hemograma completo;
  • TSH, T4 livre;
  • Colesterol total e frações;
  • Coagulograma;
  • Sorologia para hepatite B e C;
  • HIV;
  • Beta HCG (para mulheres);
  • Bilirrubinas totais e frações.

Avaliações com a equipe multidisciplinar

A equipe multidisciplinar é composta por cardiologista, endocrinologista, pneumologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta. Após a realização dos procedimentos acima e da consulta com o cirurgião bariátrico, o paciente irá se consultar com cada um desses médicos.

Além de avaliar os resultados desses procedimentos, eles também podem recomendar a realização de outros. Após todas essas consultas, o paciente retorna ao cirurgião, que novamente irá avaliá-lo e verificar os relatórios dos outros especialistas.

Avaliação com anestesista

Essa é a última etapa do pré-operatório e já acontece dentro do centro cirúrgico, no dia da realização do procedimento. O paciente recebe os primeiros medicamentos sedativos, é conectado aos aparelhos que controlam os parâmetros vitais e recebe oxigênio sob máscara.

E são esses os procedimentos obrigatórios no pré-operatório da cirurgia bariátrica. Caso tenha outras dúvidas, você pode procurar um endocrinologista para conversar.

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Pré-requisitos para realização da cirurgia bariátrica

Pré-requisitos para realização da cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica revolucionou a Medicina, no que se refere ao tratamento da obesidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o Brasil é o segundo país que mais realiza esse procedimento no mundo.

Porém, diferentemente do que muitos imaginam, não é um tratamento que está disponível para todas as pessoas. Para estar apto a realizá-la, é preciso preencher alguns requisitos.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre o procedimento e os pré-requisitos para realizá-lo. Confira!

O que é a cirurgia bariátrica?

A cirurgia de redução de estômago, como é chamada, tem por objetivo tratar a obesidade mórbida ou grave e as doenças adquiridas em função dela.

Assim, já é possível perceber que não é uma alternativa estética para o emagrecimento, pois se trata de um procedimento de alta complexidade e exige que haja acompanhamentos pré e pós-operatório. Na comunidade médica, essa cirurgia é chamada de gastroplastia.

A gastroplastia é regulamentada pela resolução n. 1.942/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que, entre outras coisas, autoriza a execução de quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica. São elas:

  • Bypass gástrico: é o tipo mais realizado no Brasil. Essa cirurgia é baseada no grampeamento do estômago do paciente e no desvio do trânsito do intestino. Como consequência dessa diminuição, o indivíduo sente menos fome e vontade de se alimentar.
  • Gastrectomia vertical: consiste em diminuir 70% do tamanho do estômago, transformando-o em um tubo e reduzindo a presença de grelina, o hormônio do apetite.
  • Derivação biliopancreática: é a junção do método sleeve com o bypass gástrico. O paciente tem 85% do seu estômago retirado e o seu intestino é desviado. Essa técnica é indicada para pacientes que possuam um grau elevado de obesidade.
  • Banda gástrica ajustável: consiste na colocação de um dispositivo de silicone no início do estômago. Esse objeto é conectado a um reservatório no qual é injetado água destilada para estreitar ainda mais o órgão ou para aliviá-lo.

Quais são os requisitos para realizar a cirurgia?

Outra orientação regulamentada por essa resolução do CFM foi o estabelecimento de pré-requisitos para a realização da cirurgia bariátrica e a necessidade de o paciente preenchê-los.

De acordo com o anexo desse documento, os requisitos essenciais para que o paciente possa realizar a gastroplastia são:

  1. Ter o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m².
  2. Possuir comorbidades que ameaçam a sua vida, tais como apneia do sono, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana e osteoartrites e ter o IMC maior que 35 kg/m².
  3. Ser maior de 18 anos.
  4. Se for idoso ou de idade entre 16 a 18 anos, pode ser operado desde que sejam tomados alguns cuidados especiais e o risco/benefício seja positivo.
  5. Estar com a obesidade estabelecida, após a realização de tratamentos clínicos insatisfatórios por, no mínimo, dois anos.
  6. Não ser usuário de drogas ilícitas.
  7. Não ser alcoólatra.
  8. Não ter diagnóstico de quadros psicóticos, demências graves ou moderadas.
  9. Haver o entendimento médico de que o paciente e seus familiares estão cientes dos riscos e das mudanças de hábitos inerentes a um procedimento de grande porte sobre o tubo digestivo e da necessidade de acompanhamento pós-operatório de longo prazo por uma equipe multidisciplinar.

Atendo aos pré-requisitos, e agora?

A partir do preenchimento de todos esses requisitos, o próximo passo será a realização dos exames pré-operatórios. Devido à alta complexidade da cirurgia de redução de estômago, é necessário que haja especialistas de diferentes áreas envolvidos no procedimento.

Em geral, a equipe multidisciplinar é composta de cirurgião especialista, endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Você tem interesse em realizar a cirurgia bariátrica? Então, procure um médico especializado no assunto para saber se está apto ao procedimento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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Cirurgia bariátrica: vantagens e desvantagens

Cirurgia bariátrica: vantagens e desvantagens

Assim como qualquer procedimento, existem vantagens e desvantagens na realização da cirurgia bariátrica. Porém, é inegável o avanço que essa técnica promoveu no tratamento da obesidade.

Neste artigo, esclarecemos quais são os principais benefícios e malefícios do procedimento. Continue a leitura para saber mais!

O que é a cirurgia bariátrica?

A gastroplastia ou cirurgia de redução de estômago, como também é conhecida, é uma alternativa eficaz para o tratamento de pacientes portadores de obesidade mórbida e de comorbidades. Contudo, apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, só é recomendado em último caso.

A técnica varia em sua forma, mas, na maioria dos casos, consiste em reduzir o tamanho do estômago e desviar o caminho do intestino. Assim, o paciente sente menos fome, perde a compulsão alimentar e reduz o seu peso.

Quem pode realizar a cirurgia bariátrica?

A cirurgia de redução de estômago é regulada pela Resolução n. 1.942/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que, entre outras coisas, estabelece requisitos que comprovem a aptidão do paciente para o procedimento. Esses pré-requisitos são:

  • ter o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m²;
  • ter o IMC maior que 35 kg/m², se o paciente apresentar comorbidades que indiquem risco de vida;
  • ser maior de 18 anos. No caso de idosos ou pessoas com idade entre 16 a 18 anos, precisa haver a adoção de cuidados especiais e o médico deve considerar que o risco/benefício é positivo;
  • manutenção da obesidade mesmo após a realização de tratamentos clínicos por, no mínimo, dois anos;
  • não ser usuário de drogas ilícitas ou sofrer com alcoolismo;
  • não ter diagnóstico de quadros psicóticos, demências graves ou moderadas;
  • estar ciente de todos os riscos que o procedimento oferece, da necessidade de mudar o estilo de vida e por precisar ser acompanhado pelo médico por um longo período.

A resolução também autoriza a realização de apenas quatro tipos de técnicas, sendo elas a gastroplastia em Y de Roux ou bypass gástrico (GYR), a gastrectomia vertical ou sleeve (GV), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável.

Quais são as desvantagens?

Embora os benefícios da gastroplastia sejam indiscutíveis, existem riscos, efeitos colaterais e complicações que precisam ser discutidas e avaliadas pelo cirurgião e o paciente. Conheça as complicações mais comuns de cada técnica:

Bypass gástrico

  • deficiência de vitaminas e minerais a longo prazo, exigindo uma suplementação de nutrientes durante toda a vida;
  • em razão de uma má cicatrização, podem ocorrer vazamentos no sistema gastrointestinal;
  • ocorrência de infecções pulmonares, de sítio de incisão ou de linhas de grampeamento interno;
  • formação de coágulos sanguíneos.

Banda gástrica

  • deslocamento da banda no estômago;
  • lenta redução de peso;
  • mau ajuste da banda, provocando complicações caso haja uma dilatação do esôfago;
  • exige maior comprometimento do paciente.

Sleeve

A gastrectomia vertical (sleeve) tem a desvantagem de ser uma técnica recente e, por isso, não apresentar uma comprovação da sua eficácia a longo prazo. Outro problema é que se trata de uma técnica irreversível e tem risco cirúrgico maior do que outros procedimentos.

Quais são as vantagens da cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é considerada um sucesso na resolução do problema da obesidade e, além da perda significativa de peso, que é o objetivo do paciente, o procedimento promove a melhoria e até a cura de diversas patologias.

Nos casos mais frequentes, o paciente não apresenta mais os quadros de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e respiratória, asma e dislipidemia.

Outra vantagem muito importante é a melhora da autoestima do paciente. Com o emagrecimento, ele deixa de apresentar um quadro depressivo, abandona o isolamento social e tem de volta a sua mobilidade física.

Como você deve ter percebido, as desvantagens apresentadas são pontuais e não minimizam as vantagens duradouras que a cirurgia bariátrica oferece aos pacientes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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5 cuidados no pré-operatório da cirurgia bariátrica

5 cuidados no pré-operatório da cirurgia bariátrica

De acordo com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), apenas no ano de 2017, foram realizadas 105.642 mil cirurgias bariátricas no Brasil. Esse número reflete o grande crescimento da obesidade no país.

Contudo, um dos principais problemas identificados também pela SBCBM é a busca pela intervenção cirúrgica como primeira opção para a redução de peso, desconsiderando a dieta e a prática de atividades físicas.

Esse pensamento pode estar associado ao desconhecimento sobre a cirurgia e os esforços necessários, tanto para o pré quanto para o pós-operatório. Por isso, preparei esse texto para que você conheça um pouco mais sobre o procedimento.

O que é a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é realizada para diminuir o tamanho do estômago e, consequentemente, reduzir o peso do paciente. É indicada para casos de obesidade ou para portadores de doenças que foram agravadas pela doença.

O procedimento é aprovado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), sendo considerado uma alternativa segura para o tratamento da doença. Porém, não é uma opção disponível para todos os pacientes. O primeiro passo é ser avaliado por um cirurgião bariátrico, que irá verificar se há o cumprimento dos seguintes requisitos:

  • Ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40;
  • Se o IMC for entre 35 e 40, precisa ter o histórico de duas complicações de saúde;
  • Idade mínima de 18 e máxima de 65 anos. Menores de 16 anos somente em casos de síndrome genética, ou por recomendação da equipe médica, e com autorização do responsável legal; 
  • Acima de 65 anos, apenas com a avaliação do risco cirúrgico, a presença de comorbidades, expectativa de vida e comprovação dos benefícios do procedimento para a vida do paciente a longo prazo;
  • Ter o mesmo IMC e as comorbidades de alto risco há, no mínimo, dois anos;
  • Realização de outros tratamentos convencionais, que não apresentaram resultados satisfatórios;
  • Insucesso ou recidiva do aumento de peso.

Cuidados no pré-operatório da cirurgia bariátrica

A intervenção bariátrica é um procedimento invasivo e que afeta o estômago, um dos principais órgãos responsáveis pela digestão das proteínas. Ou seja, o caminho feito pelos alimentos ingeridos por você, dentro do organismo, sofrerá alteração.

A redução desse órgão significa que ele não irá comportar a mesma quantidade de alimentos de antes. Por isso, a reeducação alimentar e a mudança de pensamento são imprescindíveis. 

A adoção de algumas precauções, antes de realizar a cirurgia bariátrica, podem influenciar na eficiência e segurança do procedimento. Então, conheça os principais cuidados para o pré-operatório da cirurgia:

  • Evitar ou reduzir o fumo por cerca de 30 dias antes do procedimento;
  • Evitar o consumo de café ou álcool nos dias que antecedem a cirurgia;
  • Realização de caminhadas ou atividades que favoreçam o preparo físico, a circulação e facilitem a respiração;
  • Manter as dobras da pele e umbigo higienizados para evitar a presença de fungos;
  • Realizar exames clínicos solicitados pelo cirurgião, tais como hemograma, coagulograma, eletrocardiograma, ultrassom do abdome, entre outros;
  • Evitar a ingestão de alimentos sólidos no dia que precede a intervenção;
  • Realizar avaliação com cirurgião, cardiologista, psiquiatra, psicólogo e nutricionista;
  • Por recomendação, a perda de peso antes da cirurgia;
  • Ter conhecimento de todos os cuidados e exigências do pós-operatório;
  • Ter o apoio familiar para todas as mudanças decorrentes da cirurgia.

Esses são alguns dos cuidados necessários aos pacientes elegíveis à cirurgia bariátrica. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e cirurgia metabólica?

Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e cirurgia metabólica?

No período entre os anos de 2012 e 2017, aumentou em 46% o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil, de acordo com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica). Esses dados retratam o crescimento dos quadros de obesidade no país.

Com a evolução da medicina, surgiu a cirurgia metabólica. Ambos os procedimentos são indicados para pacientes que sofrem com a obesidade. No entanto, os procedimentos são diferentes no que se refere ao objetivo.

Conhece esses tipos de cirurgia? Quer entender um pouco mais? Então, aproveite e leia esse texto que preparei para você.

O que é a cirurgia metabólica?

A cirurgia metabólica surgiu no Brasil em meados de 2006, oferecendo um tratamento diferenciado aos pacientes. Esse procedimento é altamente eficaz para tratar diversas doenças relacionadas ao excesso de gordura.

Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a cirurgia só pode ser realizada em pacientes que atendam às seguintes exigências:

  • Ter o Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 30;
  • Tratamento medicamentoso não oferece resultados eficientes;
  • Idade mínima de 30 e máxima de 70 anos;
  • Diagnóstico do diabetes tipo 2 há menos de 10 anos.

Para verificar a possibilidade de optar por esse tratamento, o paciente precisa ser avaliado por um cirurgião bariátrico. 

O que é a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica tem por finalidade a diminuição do tamanho do estômago e, consequentemente, a redução do peso. Indicada principalmente para pacientes obesos ou portadores de doenças que foram agravadas pela obesidade.

O CFM também aprovou esse procedimento, que é considerado uma alternativa segura para o tratamento da doença. O grande problema observado pela SBCBM é quando a cirurgia se torna a primeira opção de quem está acima do peso, ignorando a importância da dieta e da atividade física.

Assim como a metabólica, a intervenção bariátrica também exige o cumprimento de alguns requisitos:

  • Ter o IMC maior ou igual a 40;
  • Se o IMC for entre 35 e 40, precisa ter o histórico de duas complicações de saúde;
  • Idade mínima de 18 e máxima de 65 anos. Os menores de 16 anos somente em casos de síndrome genética ou por recomendação da equipe médica e com autorização do responsável legal;
  • Acima de 65 anos apenas com a avaliação do risco cirúrgico, da presença de comorbidades, expectativa de vida e quais os benefícios que o emagrecimento trará;
  • Ter o mesmo IMC e as comorbidades de alto risco há, no mínimo, dois anos;
  • Realização de outros tratamentos convencionais que não apresentaram resultados;
  • Insucesso ou recidiva de peso.

Quais as diferenças entre os procedimentos?

Apesar de ambas atuarem no tratamento da obesidade e doenças relacionadas, existe muita diferença na finalidade de cada procedimento. As principais divergências são as seguintes:

  • A bariátrica atua na perda de peso do paciente, reduzindo a obesidade. Já a metabólica foca na inibição dos altos níveis de insulina, alteração do metabolismo e do gasto de energia;
  • A intervenção metabólica realiza a alteração do trajeto que os alimentos fazem para chegar ao intestino. A bariátrica promove a redução do tamanho do estômago;
  • Apenas a cirurgia metabólica oferece como benefícios a melhora dos componentes da síndrome metabólica: pressão, glicemia e colesterol.

Essas são as principais diferenças entre a cirurgia bariátrica e a metabólica. Apesar de todas as informações do texto, apenas a avaliação de um cirurgião bariátrico pode indicar a necessidade de realização de um desses procedimentos.

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Cirurgia bariátrica pode ser feita em adolescentes?

Cirurgia bariátrica pode ser feita em adolescentes?

A cirurgia bariátrica é conhecida por modificar a vida de uma série de pessoas, embora não seja indicada para todos os indivíduos.

Existe muita dúvida sobre quem é elegível para este tipo de procedimento. Dentre as questões mais frequentes está a seguinte: é possível que adolescentes passem por esta intervenção cirúrgica? Sob quais circunstâncias?

Se este assunto lhe causa inquietação, fique atento: nos próximos parágrafos, falaremos um pouco mais sobre a cirurgia bariátrica em si e sobre a relação entre pacientes jovens e a obesidade. Confira.

Como é a cirurgia bariátrica?

De forma bastante sintética, esta é uma cirurgia voltada para a diminuição do estômago do paciente. São utilizadas técnicas avançadas para facilitar o processo de emagrecimento, combater quadros de obesidade e de doenças associadas a ela.

Este tipo de intervenção, embora muito efetiva, não deve ser feita sem rigorosa avaliação médica. 

Para começar, são elegíveis apenas os indivíduos com índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40, ou IMC entre 35 e 40 com pelo menos dois problemas relacionados à obesidade, como o diabetes e hipertensão.

Realidade Brasileira

Embora chocantes, estes dados servem para que reafirmemos a importância da prática de atividade física e da alimentação saudável no dia a dia.

De acordo com estudo da Federação Mundial de Obesidade, o número de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, acima do peso recomendado, alcançará 268 milhões em cerca de dez anos.

Dentre estes indivíduos, cerca de 91 milhões serão obesos, com riscos altos de hipertensão, gordura no fígado e até mesmo Diabetes tipo 2, doença que acometia pessoas sedentárias e de idade bem mais avançada.

Os dados brasileiros também causam incômodo, especialmente porque nos deparamos com uma realidade complexa, em que a obesidade e a desnutrição fazem parte de duas vias divergentes no país: a falta de acesso a alimentos nutritivos e o excesso, bem como o acesso facilitado e mais barato, a alimentos ultraprocessados.

No Brasil, 36% das meninas está acima do peso, ou enfrentam um quadro de obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, 20% das crianças brasileiras podem estar obesas.

Adolescentes são elegíveis para a cirurgia bariátrica?

Sim. No entanto, somente a partir dos 16 anos de idade. Além disso, a bariátrica é uma opção quando alternativas conservadoras não surtem efeito, como mudanças no estilo de vida e na alimentação.

Para essa faixa etária, a gastrectomia vertical, que é realizada por videolaparoscopia, é a técnica mais utilizada, quando é preciso submeter um adolescente à cirurgia de redução de estômago.

O preparo para o procedimento, neste caso específico, deve envolver a presença de equipe multidisciplinar, auxílio psicológico ao paciente e familiares, além da observação do caso clínico.

De acordo com a resolução 2.131/2015 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a cirurgia só pode ser realizada em adolescentes que apresentarem a consolidação das cartilagens nas epífises de crescimento dos punhos. Essa condição é avaliada por meio de exame de raio-x.

O exame é o que irá comprovar o desenvolvimento ósseo do adolescente, para que a cirurgia bariátrica não cause a carência nutricional, problemas de crescimento e afins.

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Saiba quais são os tipos de cirurgia bariátrica e quais são as indicações

Saiba quais são os tipos de cirurgia bariátrica e quais são as indicações

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de peso e gordura corporal. Tal condição pode impactar fortemente na saúde, já que pessoas obesas apresentam maiores chances de apresentar comorbidades associadas, como:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • colesterol alto;
  • problemas cardiovasculares;
  • alterações ósseas;
  • depressão;
  • disfunções renais;
  • doenças hepáticas, entre outras doenças.

Para completar, a obesidade pode prejudicar a autoestima e o convívio social, daí a necessidade de tratá-la adequadamente.

Quando tratamentos conservadores não surtem o efeito esperado, como a implementação da prática regular de exercícios e mudanças alimentares, a cirurgia bariátrica entra em cena. Como esse tratamento é invasivo e desencadeia alterações radicais na vida do paciente, ele requer muita cautela, desde a indicação, até o pós-operatório.

Popularmente conhecida como redução de estômago, a bariátrica combina técnicas modernas e seguras, respaldadas cientificamente. Há basicamente quatro tipos de cirurgia de obesidade. São eles: gastroplastia em Y de Roux, banda gástrica, gastrectomia vertical e derivação bileopancreática. Leia o artigo e saiba mais sobre cada um dos procedimentos.

Tipos de cirurgia bariátrica

Gastroplastia em Y de Roux (GYR)

Chamada também de Bypass Gástrico, a técnica é capaz de reduzir a capacidade do estômago para 10%, restringindo a quantidade de alimento ingerido. Com a técnica, existe o desvio do conteúdo ingerido para o duodeno, primeira porção do intestino, até o jejuno, parte intermediária do órgão. Entre os efeitos da gastroplastia em Y de roux está a redução de grelina, hormônio responsável pelo controle da fome e saciedade. Com isso, o apetite diminui significativamente.

Banda gástrica ajustável

Essa segunda técnica consiste na inserção de um dispositivo de silicone na porção inicial do estômago.  Tal prótese tem o formato de anel e possui a finalidade de restringir a ingestão de comida, bem como aumentar a saciedade. Entre as vantagens da cirurgia estão o fato de ser reversível e pouco invasiva. Além disso, é preciso destacar a rapidez no procedimento, tempo reduzido de internação e recuperação menos dolorosa.

Gastrectomia vertical (GV)

A gastrectomia vertical é um procedimento cirúrgico que remove de 70 a 85% do estômago do paciente. Durante a cirurgia, o órgão é transformado em uma espécie de tubo estreito e, assim como no Bypass Gástrico, ocorre a diminuição de grelina. Cumpre ressaltar que, ao contrário do que muitos pensam, esse tipo de bariátrica não afeta a absorção de ferro, zinco, cálcio e vitaminas do complexo B.

Derivação Biliopancreática (DBP)

A derivação biliopancreática consiste na junção da Gastrectomia Vertical, com 85% do estômago retirado com desvio intestinal. Tal desvio altera o caminho dos alimentos ingeridos e faz com que eles passem por um caminho diferente dos sucos digestivos, se encontrando apenas a 100 cm do final intestino delgado. Essa mudança inibe a absorção de calorias e também diminui o aproveitamento dos nutrientes. A técnica promove uma boa eliminação de peso, reduz a intolerância alimentar e permite uma ingestão razoável de alimentos. Muito embora possa desencadear efeitos desagradáveis, como deficiência vitamínica, flatulência e diarreia.

Quem pode fazer?

De modo geral, a cirurgia bariátrica pode ser realizada por pacientes com índice de massa corporal superior a 40 ou a partir de 35, com presença de comorbidades relacionadas. O tipo de operação depende da condição clínica do paciente, grau de obesidade, objetivos desejados, entre outros fatores.

A decisão deve ser tomada de forma consciente, com base nas orientações do cirurgião e adequação a cada paciente. As expectativas devem ser ajustadas, os riscos de eventuais complicações precisam ser informados, assim como as restrições.

Lembrando que nem todo caso de obesidade tem indicação cirúrgica. As contraindicações incluem IMC entre 25,1 e 29,9 sem ocorrência de complicações decorrentes de sobrepeso, ausência de suporte familiar adequado, transtorno psiquiátrico não controlado, dependência química e deficiência intelectual significativa.

Por fim, é importante destacar que a realização de cirurgia bariátrica não é um processo que envolve apenas o cirurgião. O procedimento é multidisciplinar e deve contar com a participação de psicólogo ou psiquiatra para suporte psicológico e emocional, fisioterapeutas, nutricionistas, preparadores físicos, etc.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

Posted by Dr. Diego Paim in Todos
Cirurgia bariátrica é uma alternativa para o controle da diabetes

Cirurgia bariátrica é uma alternativa para o controle da diabetes

Desde o final de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a indicação de cirurgia bariátrica para o controle da diabetes tipo 2. Este é o tipo mais comum da doença metabólica, que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros.

Anteriormente, a intervenção cirúrgica só era disponível para indivíduos com obesidade severa ou mórbida, com Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 35 kg/m². Depois da decisão do CFM, a cirurgia agora está disponível para pessoas diabéticas ou com obesidade de grau 1 (IMC entre 30 e 34,9 kg/m²), quando o uso de medicamentos já não está mais surtindo efeito.

Para os casos de controle do diabetes, o procedimento é denominado cirurgia metabólica. De acordo com estudos recentes, o procedimento é seguro e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazo.

Diabetes tipo 2

A doença ocorre em adultos, geralmente obesos, sedentários e com histórico familiar. O excesso de peso é o principal fator de risco. Por isso, os dois problemas estão muito ligados. Alimentação desregrada, com carboidratos em excesso, e sedentarismo causam acúmulo de gordura e também podem levar o organismo a se tornar resistente à insulina.

Esse tipo de diabetes é caracterizado por dois motivos: resistência do corpo aos efeitos da insulina, hormônio que controla os níveis de glicose no sangue, ou produção insuficiente da substância, o que provoca concentração de açúcar acima do normal nas corrente sanguínea. Nessa doença, a sensibilidade à insulina e a capacidade de produzi-la diminuem com o tempo.

Por que a cirurgia bariátrica é alternativa para o controle da diabetes?

A cirurgia bariátrica não cura o diabetes tipo 2, mas contribui para o controle. Quando uma pessoa faz a intervenção cirúrgica, há no estômago a redução da grelina, hormônio que estimula a fome e a saciedade. Assim, a fome também diminui.

Após ser reduzido pelo procedimento, o estômago não digere o alimento, que chega praticamente intacto e mais rápido ao intestino. A chegada mais rápida promove liberação de diversos hormônios, entre eles o GLP 1, que age sobre o pâncreas e passa a produzir mais insulina.

Com mais insulina, o corpo insere mais açúcar nas células, o que reduz a incidência no sangue. Além disso, quando a pessoa emagrece, diminuem também as substâncias inflamatórias que bloqueiam a ação da insulina na célula.

Pioneirismo brasileiro

O Brasil é pioneiro nos estudos que mostraram as ações antidiabéticas da cirurgia bariátrica. A partir das pesquisas, iniciadas nos anos 2000, especialistas do mundo todo começaram a perceber a importância dessas intervenções cirúrgicas para tratar o diabetes tipo 2, considerada de difícil controle em todo o mundo.


Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
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