hernia

Há riscos da hérnia voltar após a cirurgia?

A formação de hérnia surge quando uma determinada parte do corpo humano deixa o seu lugar correto e entra em uma cavidade ou até mesmo, sai na superfície do corpo.  O único método para promover a correção desse problema e obter melhorias na saúde é a cirurgia.

Quando existe a certeza de que ficará livre de uma doença que afeta profundamente a sua vida o paciente fica mais à vontade em passar pelo procedimento cirúrgico. Porém, isso nem sempre ocorre com os pacientes de hérnia. Nessa condição, os riscos de ela voltar, especialmente quando analisadas algumas características do próprio paciente, são bem sólidos.

A seguir, vamos entender melhor quais são os motivos que podem fazer com que uma hérnia volte, mesmo após o tratamento cirúrgico. Acompanhe!

Entendendo as razões

Dependendo do estilo de vida da pessoa, de suas características anatômicas, assim como do método cirúrgico utilizado, existe a chance de que a hérnia (femural, incisional, umbilical, inguinal) possa voltar após o procedimento.

Houve uma época em que a cirurgia de hérnia, por falha ou fraqueza na parede do abdômen, por exemplo, era feita usando-se o tecido de alguma parte do corpo do próprio paciente.

Porém, o tecido é, normalmente, frágil por natureza e, além disso, poderia afrouxar. Como consequência o retorno da hérnia ocorreria.

Com os avanços na área, o procedimento cirúrgico tornou-se mais eficiente com o uso de uma tela, feita de material sintético e mais reforçado, que é colocado na região onde o problema foi constatado. Esse é o método atual que apresenta chances bem menores de retorno da hérnia.

Taxas de recorrência da hérnia

As taxas de recorrência, ou seja, os casos em a hérnia volta após o reparo envolvem uma série de fatores distintos que, geralmente, dizem respeito ao paciente. Por exemplo, a obesidade é um fator de risco para essa doença, o tamanho da hérnia e da passagem também influenciam em sua volta e ainda há os casos de hérnia recorrentes, isto é, o paciente já passou por reparos anteriores.

Estima-se que as hérnias estomacais apresentem uma taxa de retorno entre 10 e 15%. Nas hérnias mais complicadas, a taxa de recorrência fica entre 10 e 20%. A menor taxa verificada tem relação com as hérnias na virilha, entre 1 e 3%.

Hérnias não tratadas

A decisão por um tratamento ou não de uma hérnia depende muito das condições verificadas. Por exemplo, hérnias menores e que não apresentam sintomas nem sempre são tratadas cirurgicamente, ainda mais quando o paciente não tem um bom perfil para a cirurgia.

Paciente com problemas graves de saúde também são avaliados com mais atenção, pois, ao passarem pela cirurgia, eles correm maiores riscos.

Nos casos de pacientes em que as hérnias são gerenciadas (acompanhadas) é preciso ter em mente que existe um risco mínimo de uma emergência. Sendo assim, ele poderá ser submetido a uma cirurgia não planejada.

Quando a hérnia é recidiva, o paciente deverá passar por outra cirurgia, desta vez, poderá ser para a retirada do problema.

Seja qual for a situação da hérnia, é essencial que o paciente mantenha sua rotina de visitas ao médico, especialmente para que problemas de saúde mais graves não surjam em decorrência dessa condição.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Posted by Dr. Diego Paim