partial view of woman holding paper made large intestine on grey background

Entenda a relação entre intestino e cérebro

Antes reconhecido como um simples órgão responsável pela absorção de nutrientes, o intestino se tornou alvo de diversos estudos científicos que buscam entender toda a sua complexidade, passando a ser conhecido como o segundo cérebro.

Você sabe como esse integrante do trato gastrointestinal se relaciona com nossas funções cerebrais? Caso não, leia este post e se surpreenda com as importantes descobertas da ciência.

Como cérebro e intestino se relacionam?

A atuação conjunta entre cérebro e a parte final do tubo digestivo já é conhecida há mais de dois mil anos. Isso porque Hipócrates, considerado o pai da Medicina, afirmava que “todas as doenças se iniciam no intestino”.

Ainda, a importância desse órgão no processo de digestão dos alimentos já era conhecida pela comunidade científica. No entanto, com o aprofundamento dos estudos, descobriu-se que ele também é fundamental na transmissão e no controle de informações no organismo.

Isso porque o trato gastrointestinal tem cerca de cinco metros de comprimento, sendo o intestino delgado responsável por ⅔  dessa extensão. Em todo esse espaço, existem mais de 100 milhões de neurônios e cerca de 100 mil terminações nervosas.

Assim, o sistema nervoso entérico pode interagir intimamente com a mucosa intestinal. Com isso, o intestino consegue operar com total autonomia, sem depender de comandos neurais superiores.

Enfim, há uma comunicação complexa e bidirecional entre sistema nervoso central e trato gastrointestinal, realizada através de interações neuronais, sensoriais, físicas, imunológicas endócrinas e parácrinas.

Como os alimentos influenciam na sua felicidade

Em função dessa comunicação constante entre cérebro e intestino, é possível afirmar que a forma como nos alimentos pode determinar nosso estado de felicidade. Isso não se deve apenas aos nutrientes consumidos, mas também aos efeitos positivos que causam no trato gastrointestinal.

Ainda, uma alimentação rica em gorduras e carboidratos resulta na proliferação de bactérias ruins no interior do intestino. Por outro lado, o consumo de alimentos saudáveis ajuda a nutrir as bactérias boas.

Dessa forma, se essa parte final do tubo digestivo é habitada por microrganismos nocivos à saúde, são grandes as chances de nossa saúde mental também ser impactada, levando à ansiedade, depressão, doença de Parkinson, entre outros.

O papel da microbiota intestinal

A microbiota intestinal consiste na comunidade de microrganismos que residem no trato digestivo humano. Estima-se que ela seja composta por mais de 40 trilhões de bactérias, vírus, fungos e protozoários.

Ainda, esses genomas são capazes de modular diversas funções do sistema nervoso e modificar comportamentos. Por isso, a manutenção de uma microbiota intestinal saudável é fundamental para desempenhar as funções cognitivas com excelência.

Isso porque, entre outras coisas, esses microrganismos atuam na produção dos principais hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar. No intestino é produzido cerca de 90% de toda a serotonina e 50% de toda a dopamina presente no organismo.

Por isso, nossos hábitos alimentares influenciam diretamente em nosso humor. Quando há uma maior quantidade de bactérias prejudiciais, a produção hormonal é suprimida, favorecendo o desenvolvimento de transtornos emocionais, doenças neurodegenerativas e autoimunes.

Então, como você pode perceber, há uma relação íntima e importante entre cérebro e intestino, o que nos mostra como o corpo humano é fascinante. Portanto, com a leitura do post, você aprendeu que a sua felicidade também é influenciada pela forma como se alimenta.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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