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Diabetes e câncer de pâncreas: existe relação?

Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade, sendo responsável por cerca de 4% do total de mortes causadas por neoplasias malignas.

Ainda, essa elevada taxa de óbitos ocorre em função do diagnóstico tardio. Além disso, pouco se fala sobre os fatores de risco associados à doença, como, por exemplo, o diabetes. Você sabia dessa relação? Então, não deixe de ler este post.

O que é o câncer de pâncreas?

O pâncreas é uma glândula presente no sistema digestivo, sendo composto por três partes: cauda, corpo e cabeça. Entre as funções que desempenha no organismo, as principais são a produção do hormônio insulina e de enzimas que atuam na digestão e absorção de alimentos.

Ainda, o câncer de pâncreas é raro em pessoas com menos de 30 anos, sendo mais comum entre os 65 e 80 anos. Ademais, a principal forma de manifestação dessa doença é o adenocarcinoma e os tumores das células das ilhotas pancreáticas.

Quais os sintomas?

O câncer de pâncreas não provoca sintomas específicos, o que dificulta o seu diagnóstico precoce. Geralmente, os pacientes apresentam fraqueza, diarreia, perda de peso e de apetite e tontura. Quando acomete a cabeça do órgão, também pode ocorrer icterícia.

Além disso, em quadros mais graves, o tumor avança e passa a causar dores na região das costas, que variam de intensidade. Ainda, como a doença afeta o funcionamento do pâncreas, o paciente pode desenvolver um aumento do nível de glicose no sangue.

Qual a relação com o diabetes?

A ligação do diabetes com o câncer de pâncreas é objeto de estudo há muitos anos. De acordo com pesquisa da instituição City of Hope, os níveis anormais de açúcar no sangue estão associados a danos ao DNA, o que explica a maior incidência de câncer em diabéticos.

Ainda, segundo o mesmo estudo, os problemas não param por aí. As análises realizadas indicaram que alguns tratamentos contra os tumores malignos aumentam o risco de diabetes que, consequentemente, eleva o risco de câncer.

Além das respostas trazidas por esta pesquisa, a relação entre o diabetes e o câncer de pâncreas já era percebida por alguns aspectos em comum, como, por exemplo, os fatores de risco. Em ambos os casos, a obesidade, sedentarismo e alimentação rica em gorduras e pobre em fibras são fatores que levam ao desenvolvimento das doenças. 

Como é o tratamento?

De modo geral, a principal forma de prevenir esses quadros é adotando um estilo de vida saudável. Isso significa praticar atividades físicas regularmente, aderir a uma alimentação equilibrada e controlar o peso corporal.

Contudo, quando o câncer já se instalou, o tratamento padrão é a cirurgia para a remoção completa do tumor. Caso já tenha se espalhado para outras partes do corpo, o procedimento visa reduzir os sintomas.

Ademais, para evitar recidivas do tumor e/ou controlar a doença, pode ser necessário realizar quimioterapia associada ou não à radioterapia. No entanto, confirmando os resultados do estudo elaborado pela City of Hope, surgirá uma nova alternativa de tratamento que não contribua para o desenvolvimento do diabetes.

Então, com a leitura deste post, você conheceu um pouco mais sobre o câncer de pâncreas e entendeu a relação desta doença com o diabetes. Portanto, mantenha uma rotina de check-up médico para evitar surpresas e favorecer o diagnóstico precoce.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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