cálculos biliares

Como é a cirurgia para tratamento dos cálculos biliares?

Os cálculos biliares são as famosas pedras na vesícula. Trata-se de depósitos endurecidos que se formam no interior da vesícula biliar. A vesícula, por sua vez, é um pequeno órgão situado logo abaixo do fígado. Sua principal função consiste em armazenar bile, um líquido que o fígado produz para auxiliar no processo digestivo.

Vale acrescentar que as pedras na vesícula podem ter tamanhos variados. Também não há uma quantidade padrão! Há quem tenha apenas um cálculo, enquanto outras pessoas podem ter diversas pedras biliares. Existem basicamente dois tipos de cálculos biliares: o de colesterol e os cálculos pigmentados. No primeiro grupo, os cálculos são formados por colesterol não dissolvido, o que confere uma tonalidade amarelada. No segundo, as pedras são pedras ou marrons. Elas se formam quando a bile possui muita bilirrubina.

As pedras na vesícula podem desencadear sintomas muito severos e incômodos, como dor abdominal forte, febre, inchaço no abdômen, náuseas e vômitos. A boa notícia é que esse quadro pode ser tratado. A medicação possui efeito apenas paliativo para aliviar os sintomas. O único tratamento efetivo é a cirurgia. Por falar em cirurgia, leia o texto a seguir para saber mais sobre esse procedimento cirúrgico.

Como é o procedimento?

A cirurgia para o tratamento de cálculos biliares é chamada de colecistectomia. Esse procedimento não remove somente as pedras, como retira o órgão por completo. Embora realize funções importantes, a vesícula não é vital. Após a cirurgia o organismo tende a se adaptar sem ela.

Durante muito tempo a remoção da vesícula foi feita através de técnica aberta, com grandes cortes abdominais. Atualmente, o procedimento cirúrgico é mais realizado através de laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, mais rápida, menos agressiva e mais segura.

A colecistectomia laparascópica é realizada por meio de pequenas incisões, o que reduz o trauma local e diminui as chances de complicações como hemorragias e infecções. O tempo internação também é menor.

Quais são os riscos?

Apesar de todos os benefícios da colecistectomia por laparoscopia, existe um pequeno risco de complicações, incluindo sangramentos, lesões nas vias biliares, infecções, fístulas no duodeno, etc. Os problemas decorrentes da cirurgia são raros, mas todo procedimento cirúrgico envolve certo risco.

E o pós-operatório?

A cirurgia é rápida e relativamente simples, o tempo de internação é curto e o processo de recuperação é tranquilo. Os pacientes que se submetem à cirurgia costumam sentir dor suportável, que pode ser aliviada com o uso de analgésicos. Também é comum a ocorrência de gases e inchaço abdominal.

Nas primeiras horas depois da operação, o paciente deve começar a caminhar devagar e com auxilio. A dieta nos primeiros dias deve ser bem leve e de fácil digestão. Alimentos gordurosos devem ser evitados não só no pós-operatório, como pela vida toda. O excesso de gordura pode provocar episódios de diarreia em pessoas que não têm vesícula.

No mais, quem já sofreu com cólicas biliares costuma dizer que gostaria de ter feito a cirurgia antes, pois, de fato, o procedimento é capaz de resgatar o bem-estar e qualidade de vida de quem experimentou os fortes sintomas das pedras na vesícula.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Posted by Dr. Diego Paim