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Você conhece as principais causas de pedra na vesícula?

Você conhece as principais causas de pedra na vesícula?

A pedra na vesícula, conhecida também como colelitíase ou cálculo biliar, é uma doença conhecida e que afeta uma média de 20% da população em todo o mundo. O problema acontece na vesícula biliar, pequeno órgão que se localiza entre o estômago e o fígado, a partir do aumento da concentração da bile em seu interior.

Com a obstrução do canal vesicular, causada pela pedra, o órgão inflama e pode ficar susceptível a infecções graves. A dor é aguda e constante, começa surgindo durante a alimentação e permanece mesmo em estado de repouso.

Como surgem os cálculos da vesícula

Os cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula, a partir da alta concentração da bile. A bile é produzida pelo fígado com a mistura de uma série de componentes, dentre eles o colesterol. A vesícula armazena essa bile para auxiliar na digestão de gordura dos alimentos.

A alta concentração de alguma das substâncias que compõe a bile, principalmente o colesterol, pode causar um acúmulo excessivo da mesma na vesícula. Por não serem solúveis em água, elas vão se acumulando no fundo da vesícula, formando pedras de 1 cm a 2 cm. Quando estão em micropartículas, as pedras conseguem sair para o duodeno, enquanto outras permanecem reservadas.

Mas quando as pedras ficam presas no duto biliar, há um bloqueio no fluxo natural da bile até o intestino, provocando a dor intensa que continua enquanto as pedras estiverem no duto. Algumas vezes o intestino consegue empurrar de volta as pedras, onde a dor diminui, mas não o problema.

A presença de uma pedra na vesícula pode ser assintomática, mas quando há a obstrução do duto se inicia uma crise com dor muito forte do lado direito, no início após a alimentação para depois se tornar contínua. Há ainda sintomas de febre, cor amarelada na pele e olhos, diarreia, enjoos, vômitos, perda de apetite e espasmos.

Causas da pedra na vesícula

As pedras na vesícula são causados por alterações na composição da bile, que ocorre por fatores como:

  • Alimentação com presença excessiva de gordura;
  • Muitos carboidratos na dieta;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Elevado nível do hormônio estrogênio;
  • Histórico familiar;
  • Uso de anticoncepcionais.

O tratamento da pedra na vesícula é indicado pelo tamanho do cálculo e do nível dos sintomas apresentados.  O indicado é realizar uma cirurgia para retirada total da vesícula.

A função do órgão é auxiliar a digestão e se ela for retirada vai dificultar a absorção digestiva de gorduras e carboidratos. A sua retirada não causa nenhuma complicação ao paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte.

Posted by Dr. Diego Paim in Todos
Entenda o que é a hérnia de hiato por deslizamento

Entenda o que é a hérnia de hiato por deslizamento

Uma hérnia acontece quando há um rompimento do tecido que encobre os órgãos e eles saem pelo orifício deixado, causando um abaulamento sentido pelo tato. Na hérnia de hiato, é o estômago que acaba atravessando a região torácica através de uma abertura criada pelo diafragma.

A doença atinge mais de 60% das pessoas acima de 60 anos, com um difícil diagnóstico por não apresentar sintomas ou ser facilmente sentido pelo tato. O tipo mais frequente é a hérnia de hiato por deslizamento, que consiste no deslocamento do esôfago abdominal e do estômago para o tórax.

O que causa a hérnia de hiato por deslizamento

Não há uma causa determinante para o surgimento da hérnia de hiato, porém, raramente ela é causada por problemas congênitos. Costuma ser consequência de um enfraquecimento do tecido que recobre o estômago, fazendo com que ele inche e invada o diafragma.

Músculo em forma de cúpula e que separa a caixa torácica da abdominal, o diafragma possui uma abertura chamada de hiato para que o esôfago leve o alimento até o estômago. Esta região, quando apresenta um tecido muscular frágil, permite que o estômago invada parte dele.

Alguns fatores de risco são: idade acima de 60 anos, obesidade, gravidez, tabagismo, tosse crônica e mulheres multíparas (quem já deu a luz a mais de um filho no mesmo parto). Especificamente, a hérnia de hiato por deslizamento pode ser provocada pela maior gravidade de um contínuo refluxo gastroesofágico. Também conhecido como azia, esse refluxo causa a sensação de regurgitação, com tosse, dor de garganta e gosto azedo na boca.

É muito difícil identificar os sintomas da hérnia de hiato, já que raramente apresentam alguma dor ou efeito colateral. Só quando ela possui um tamanho maior pode começar a apresentar muitas azias, dificuldade para engolir, dor no peito, fadiga, arrotos e refluxos dos ácidos estomacais. É importante compreender que o excesso de azia pode levar a úlceras e esofagite.

Diagnóstico e tratamento da hérnia de hiato

É preciso procurar um médico especialista, que verificará os sintomas para ter certeza de se tratar de uma hérnia de hiato. Mas só o exame de raio-X contrastado do trato digestivo superior e uma endoscopia interior podem confirmar o diagnóstico.

O primeiro tratamento para a hérnia de hiato é controlar os sintomas com medicamentos para azia, capazes de neutralizar ou minimizar a acidez com os inibidores da bomba de prótons (IBP).

Ajustar a dieta alimentar também é fundamental para diminuir a ingestão de comidas ácidas ou que provoquem acidez estomacal. Controlar e reduzir o refluxo gastroesofágico faz com que as dores diminuam.e pode evitar uma possível hérnia recidivada.

Caso o tratamento inicial não ajude, é preciso partir então para a cirurgia. Ela vai diminuir a hérnia, restaurar o tecido lesionado e reposicionar o estômago para o seu lugar natural. O procedimento cirúrgico mais comum é a laparoscopia ou robótica, menos invasivo e com uma recuperação um pouco mais rápida. A perda de peso, antes da cirurgia em paciente com obesidade, pode evitar uma possível hérnia recidivada.

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Colelitíase: Entenda o perigo das pedras na vesícula

Colelitíase: Entenda o perigo das pedras na vesícula

A existência de pedras na vesícula biliar é um risco para a saúde do paciente. O infecção da vesícula pode causar uma infecção generalizada. Localizada abaixo do fígado, a vesícula é responsável pelo armazenamento da bile, substância utilizada no processamento de gorduras, durante a digestão.

O baixo consumo de água é um dos fatores que levam à formação de cálculos na vesícula. Sem a quantidade de água necessária, aumenta a concentração das substâncias (bicarbonato, colesterol e pigmentos) que compõem a bile e, aos poucos, tornam-se sólidas, formando as pedras.

No estágio inicial, as pedras na vesícula não causam sintomas. No entanto, à medida que se tornam maiores, acabam bloqueando o fluxo de bile. Quando ocorre a ingestão de alimentos, o organismo emite o sinal necessário para a vesícula liberar a bile, porém, se o canal estiver obstruído, o líquido não consegue sair. Isto causa forte dor abdominal.

O acúmulo de bile e o aumento da pressão também podem levar a infecção da vesícula. Além disso, as pedras pequenas podem causar o represamento da bile na via biliar principal e desencadear outros problemas como a colangite e pancreatite. Por esta razão, não há outra saída, senão a remoção cirúrgica da vesícula biliar, para acabar com a colelitíase.

Sinais de pedras na vesícula

  • Dor forte no lado direito do corpo.
  • Olhos e pele amarelados são sinais de icterícia, que é uma consequência do lançamento da bile na corrente sanguínea.
  • Sensação de barriga estufada e com gases sinalizam que o processo de digestão está desequilibrado, devido à redução da quantidade de bile que chega ao trato digestivo.
  • Enjoo, azia, indigestão, tontura, após a refeição, são outros sinais de pedra na vesícula.
  • Fezes e urina muito claras ou diarreias frequentes.
  • Mau hálito e gosto estranho na boca.

Diagnóstico e tratamento da colelitíase

Para diagnosticar a existência de pedras na vesícula, além do exame clínico, o médico encaminha o paciente para fazer a ultrassonografia abdominal.

O tratamento mais eficaz para a colelitíase é a cirurgia. A doença pode até ser tratada com medicação ou outros métodos que ajudam a quebrar as pedras biliares, no entanto, essas terapias não garantem resultados definitivos. Pode haver formação de outros cálculos na vesícula. Por esta razão, o tratamento cirúrgico é a solução mais eficaz.

Removendo a vesícula, acabam os problemas gerados pelos cálculos biliares. A operação pode ser feita pelo método tradicional (colecistectomia aberta) ou videolaparoscopia (colecistectomia videolaparoscópica), que é a técnica menos invasiva, proporcionando a recuperação mais rápida.

A remoção da vesícula prejudica o organismo? Não. A bile, que ficaria armazenada na vesícula, passará a ser depositada no colédoco. O problema mais grave é continuar com uma vesícula repleta de pedras.

É como usar uma panela de pressão, mesmo sabendo que a válvula não está funcionando bem. O risco de explosão é grande, não é? Isto também pode acontecer quando as pedras entopem as vias biliares e o líquido da vesícula não consegue sair. Portanto, busque tratamento médico para resolver esse problema.

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Hérnia recidivada: O que fazer quando uma hérnia retorna?

Hérnia recidivada: O que fazer quando uma hérnia retorna?

Se você já leu alguns artigos aqui do blog, já deve saber que hérnia é um abaulamento no abdômen, que ocorre quando há uma ruptura no tecido que envolve um de seus órgãos. A partir dessa abertura, parte desse órgão escapa e forma nódulos sentidos pelo tato, com dores e até infecção na região.

O método mais eficaz de tratamento é o cirúrgico, que tende a eliminar a maior parte das hérnias. Porém, algumas podem retornar, caso que é chamado de hérnia recidivada. Em geral, isso acontece como consequência de uma combinação de diversos fatores, entre eles: características anatômicas do paciente, técnica cirúrgica utilizada e comorbidades (diabetes, tabagismo…).

O que é uma hérnia em recidiva

As incidências de hérnias recidivas são de 11% para hérnias ventrais e 1% para hérnias inguinais. Apenas uma porcentagem pequena da parcela de pacientes que voltam a apresentar o problema após operarem, mas um número ainda considerado alto. Ela é mais frequente nos casos que foram tratados com cirurgias tradicionais, que utilizavam o próprio tecido rompido pra fazer uma religação, uma costura entre as partes separadas. Porém, como esse tecido já está desgastado e frágil, a tendência é que ele não consiga manter a segurança dos pontos.

Já as cirurgias que utilizam tela para substituir o tecido rompido tem recidivas menores, uma quantidade aceitável e que leva em consideração também a atitude pós operatória do paciente.

A recuperação muitas vezes demora mais do que o paciente espera. Muitos acreditam que no dia seguinte a operação já poderão caminhar e voltar às suas atividades básicas. Até mesmo cirurgias de laparoscopia requerem um repouso médio de quinze dias para atividades com excesso de carga, para que não ocorram fadigas desnecessárias e dores crescentes.

A cirurgia de hérnia é a mais realizada no mundo, considerada de médio porte e com mínimos riscos de complicações durante e após a cirurgia.

Fatores de risco de uma hérnia recidivada

Tudo também depende também da qualidade de vida do paciente. Fumantes, diabéticos e obesos apresentam um alto risco de retorno do problema, exatamente por estimular a tosse enquanto os pontos ainda não fecharam. Da mesma maneira, ficar muito tempo sentado ou deitado pode dificultar a cicatrização. E quanto menor for a hérnia, menos chances ela terá de recidivar, para isso é fundamental procurar o médico nos primeiros sintomas.

Outros fatores de risco são: pacientes que sofreram infecção pós operatória; cirurgias realizadas com contaminação (como a apendicite supurada); falta de nutrientes suficientes para manter a saúde em dia e rapidez em voltar a vida normal;pegar peso acima de dez quilos e burlar o tempo fundamental de recuperação. Há ainda a possibilidade de uma hérnia recidivada surgir a partir do orifício mínimo realizado pela laparoscopia, que não foi devidamente cicatrizado.

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Hérnia ventral: saiba o que é e como tratar

Hérnia ventral: saiba o que é e como tratar

Hérnia é uma protuberância que surge na pele, causada pelo rompimento de pequena parte do tecido que recobre o órgão e permite que ele saia parcialmente, formando um abaulamento. Pode surgir em pessoas de todas as idades, inclusive em bebês recém-nascidos, adultos e idosos.

A hérnia ventral acontece em qualquer parte da parede abdominal na linha média, em especial nas áreas onde foram feitas outras cirurgias. Ela ocorre no tecido mais fragilizado da área operada, que pode se romper com mais facilidade.

Como surge a hérnia ventral

A hérnia ventral não possui uma causa específica para seu surgimento. Porém, fatores como levantar muito peso e praticar atividades físicas intensas podem ajudar a acelerar o processo. Em recém-nascidos, ela pode surgir por problemas congênitos e nem sempre é possível de ser identificada ( o que pode acontecer se ela for muito peque e assintomática).

Também conhecida como hérnia incisional, ela é muito frequente em locais onde foram realizadas cirurgias abdominais, pois aproveita a fragilidade do tecido muscular. Mas os sintomas demoram a aparecer, podendo levar até mesmo anos para que ela seja perceptível e cause algum desconforto.

Nem sempre a protuberância no abdômen é dolorida, mas conforme ela vai crescendo pode começar a causar dor e outros sintomas, como vômito, taquicardia, inchaço e vermelhidão. O maior risco é quando há um “estrangulamento” do órgão pelo orifício. Quando isso acontece é preciso receber atendimento médico imediato, já que há o risco de rompimento da região, causando infecções graves que podem, inclusive, levar à morte.

Tratamentos para hérnia ventral

A hérnia ventral é redutível e pode ser reposta manualmente ao seu local de origem, temporariamente. Só mesmo uma cirurgia é capaz de reduzir o seu conteúdo e fechar definitivamente o orifício por onde o órgão vazou. Essa abertura deve ser reforçada, para impedir um novo rompimento.

O diagnóstico médico é feito através da identificação dos sintomas, exames físicos e laboratoriais e da tomografia. Caso não recebam tratamento, as hérnias podem se alargar verticalmente e serem mais difíceis de tratar, levando até ao seu encarceramento.

É possível escolher entre dois procedimentos cirúrgicos, sendo o mais comum e rápido os minimamente invasivos (como a técnica robótica e a laparoscopia). As pequenas incisões, que introduzem pinças e pequenas câmeras, podem incluir a colocação de uma malha para selar a região do tecido afetado. Já a cirurgia aberta empurra os tecidos de volta e corta a área que foi afetada, colocando ou não uma malha para reforçar.

Os riscos cirúrgicos são mais evidentes quando a hérnia ventral possui mais de 10 centímetros de largura. Com seu tamanho, a hérnia preenche a cavidade abdominal, que se torna incapaz de separar os órgãos uns dos outros.

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Quais cuidados devo tomar antes de uma cirurgia de hérnia?

Quais cuidados devo tomar antes de uma cirurgia de hérnia?

Para que uma cirurgia de hérnia seja bem-sucedida, é preciso que haja um empenho do paciente para realizar os cuidados pré-operatórios adequados. Os períodos que antecedem e sucedem um procedimento cirúrgico são determinantes para que tudo saia bem e não haja reincidência do problema.

A hérnia é um abaulamento na região abdominal que surge após um rompimento ou fissura do tecido que reveste os órgãos, permitindo que parte dele saia pelo orifício formado. De acordo com o tamanho e tipo da hérnia, ela pode se tornar muito dolorida e até mesmo causar infecções.

Os cuidados pré-cirúrgicos

O risco cirúrgico de complicações está presente em todas as cirurgias, mas para que seja reduzido é preciso realizar um bom período pré-operatório. O objetivo dessas ações é deixar o paciente mais saudável para realizar a operação. Seu estado de saúde é prioridade, sendo indicada a realização de uma bateria de exames laboratoriais e clínicos (como hemograma e eletrocardiograma , por exemplo) para uma averiguação mais profunda do organismo.

Os exames realizados podem indicar possíveis possibilidades de problemas cirúrgicos, como a presença de alergias, insuficiência cardíaca, infecções e níveis alterados de pressão, entre outros. Muitas vezes pequenos problemas podem causar reações adversas durante a cirurgia e eles não podem ser negligenciados.

O hemograma, por exemplo, é um dos exames mais importantes para um pré-operatório. Ele indica se há alguma anemia, leucemia, infecções virais ou bacterianas e inflamações, tudo isso a partir da contagem dos glóbulos vermelhos, brancos e das plaquetas.

Em alguns casos, há a necessidade de que o paciente tome remédios para preparar o organismo para a cirurgia.

Fumantes devem deixar o hábito por, pelo menos, cinco dias antes da operação. Isso ajudará o organismo, evitando as tosses  (que podem abrir os pontos) e também auxiliando com uma circulação sanguínea mais saudável.

Preparatório de uma cirurgia de hérnia

Além dos exames básicos para qualquer operação, o paciente que se submeterá a uma cirurgia de retirada de hérnia precisa estar em jejum de pelo menos 8 horas. O motivo disso é a possibilidade de que durante o período de anestesia haja alguma aspiração do conteúdo estomacal, levando-o até os pulmões. Caso isso ocorra, podem surgir complicações sérias e até mesmo levar o paciente à morte.

Todos os remédios usados devem ser informados ao médico, para que ele avalie suas possíveis reações durante a cirurgia – inclusive se há algum anticoagulante, para evitar qualquer risco de trombose durante e após a cirurgia.

O paciente deve ser internado, no mínimo, uma hora antes do horário da cirurgia ou de acordo com a indicação médica. Ao chegar ao local onde o procedimento será realizado, é imprescindível que esteja em posse de todos os exames pré-operatórios realizados. A equipe hospitalar encaminhará o paciente ao seu leito para prepará-lo para a cirurgia. Se for possível, é indicado que haja sempre um acompanhante para levar e trazer o paciente até o local e ajudá-lo nos primeiros momentos pós-cirúrgicos.

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Como é a cirurgia de hérnia inguinal?

Como é a cirurgia de hérnia inguinal?

Chamamos de hérnia inguinal toda e qualquer hérnia localizada na virilha e caracterizada por um abaulamento da região com o surgimento de um nódulo. Pode passar muito tempo sendo perceptível apenas com o tato, mas quando surgem sintomas como dor e inchaço é preciso realizar um tratamento, que normalmente envolve uma cirurgia.

Ela pode surgir em pessoas de todas as idades, até mesmo em bebês, pelo enfraquecimento do tecido que protege os órgãos do abdômen, causando orifícios. No caso das hérnias inguinais, a protrusão surge quando uma alça do intestino salta sobre o orifício, localizado na região da virilha, comumente causados por uma forte pressão na região.

A hérnia inguinal

Levantar muito peso gera pressão extra na musculatura do abdômen, e está é uma das causas da hérnia inguinal. Porém, outros fatores, como grande esforço na evacuação, podem danificar a musculatura da parede abdominal. O mesmo pode acontecer com as mulheres na hora do parto.

As hérnias inguinais podem ser diretas ou indiretas. No caso das indiretas, comuns em homens, a hérnia se forma pela passagem da alça do intestino para o interior da bolsa que envolve o testículo, no anel herniário. Já as diretas se formam num ponto da parede abdominal, que se rompe e permite a exteriorização do intestino na bolsa escrotal.

Elas são mais recorrentes nos homens, pois o canal inguinal é um dos pontos mais frágeis da parede abdominal. Com o passar do tempo e com a presença de fatores de risco (como os citados anteriormente), essa musculatura se torna ainda mais frágil e frouxa, causando uma ruptura.

Não existe uma prevenção direta para evitar o surgimento de uma hérnia inguinal, mas há cuidados que podem diminuir os riscos. Como uma alimentação equilibrada, ingestão de fibras e o uso de técnicas corretas para erguer peso, caso seja imprescindível. Caso seu surgimento seja inevitável, há próteses que evitam sua progressão, cintas elásticas para manter pressão na região e a cirurgia, que é o método mais comum e eficiente.

A cirurgia e o processo de recuperação

Hérnias muito pequenas são as que apresentam menores riscos. As de tamanho mediano, no entanto, fazem com que parte do intestino saia pelo orifício, mas não consegue voltar com movimentos musculares, sofrendo um encarceramento e pressão. O sangue deixa de circular e a região pode necrosar, sendo inevitável a cirurgia imediata. Quando essa situação acontece, a cirurgia é mais extensa e é preciso retirar parte do intestino que teve ressecamento, na maior parte nas extremidades.

A técnica cirúrgica mais antiga é do século XIX e ainda utilizada. Mas outras técnicas surgiram, com o avanço da ciência da tecnologia, e são agora amplamente usadas para evitar riscos ao máximo. Já falamos sobre algumas técnicas aqui, como a cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia robótica.

Com estas técnicas, o processo é praticamente indolor e os índices de recidiva da hérnia são altamente reduzidos. Podem ser feitas com anestesia local e um pequeno corte na região ou no caso da cirurgia minimamente invasiva com anestesia geral, os métodos são simples e com um período mínimo de pós operatório.

O pós operatório requer o uso de medicamentos analgésicos leves, caso necessário, para amenizar a dor; retorno as atividades rapidamente nas cirurgias minimamente invasivas ; manter visitas médicas para conferir o resultado da cirurgia e só voltar a fazer exercícios físicos após liberação médica.

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4 cuidados para evitar o surgimento de pedras na vesícula

4 cuidados para evitar o surgimento de pedras na vesícula

A colelitíase é o nome da popular pedra na vesícula, uma doença que acontece em até 10% da população brasileira. Causando dor intensa, inflamação no local e até mesmo infecções graves, são vários os motivos que contribuem para seu surgimento. A boa notícia é que é possível evitar o seu surgimento.

Similares a cristais de rocha, as pedras na vesícula se formam dentro da vesícula biliar pelo excesso de gordura no local. A maior parte dos pacientes são mulheres, com sobrepeso, acima de 40 anos e com filhos.

Como surgem as pedras na vesícula

Muita gente não sabe, mas a vesícula é uma pequena bolsa localizada entre o estômago e fígado, com a função de armazenar a bile produzida pelo fígado. O líquido é amarelo-esverdeado, rico em colesterol e auxilia na digestão de gorduras vindas dos alimentos.

A bile é produzida pelo fígado e escoada pelos ductos hepáticos até as vias biliares, quando se unem a outras substancias criadas pelo pâncreas. A união dessas substâncias é vital para a continuidade do processo de digestão, a partir da saída do alimento pelo estômago.

Ela é armazenada na vesícula quando não há nenhum alimento sendo processado pelo estômago. A bile não é liberada indiscriminadamente, mas quando se faz jejum o seu acúmulo pode extrapolar a capacidade de armazenamento da vesícula. Quando isso acontece, o processo natural do corpo é eliminar água, deixando a bile mais espessa e concentrada.

Essa concentração exagerada não é determinante para o surgimento da pedra, mas tem relação, pois é o desequilíbrio entre a quantidade de água e das substâncias que compõe a bile que geram as pedrinhas. Quando há escassez de água e grande quantidade de colesterol, ela se torna saturada e se solidifica, gerando os cálculos.

Dicas para evitar o surgimento de pedras na vesícula

É importante observar os fatores de risco para o surgimento das pedras na vesícula, para, assim, evitar o seu surgimento. Dificilmente ela ataca pessoas muito jovens, sendo mais expressiva em pessoas acima dos 40 anos.

Além disso, elas são muito mais comuns em mulheres, principalmente durante a menopausa e a gravidez. Há ainda fatores como obesidade, histórico familiar, diabetes, cirrose, jejum prolongado, sedentarismo e anemia.

Pensando em te ajudar, separamos quatro dicas para evitar o seu surgimento:

1 – Evite os alimentos prejudiciais

O consumo de alguns alimentos pode favorecer o surgimento das pedras. Alguns que valem ser citados são: o consumo em excesso de álcool, frituras, carnes vermelhas, açúcar branco, margarina, adoçantes artificiais e laticínios.

2 – Valorize o consumo dos alimentos benéficos

Alimentos como amêndoas, nozes e castanhas são ótimos para a saúde da sua vesícula. As frutas também são ótimas por  serem ricas em fibras. Legumes solúveis na água como cenoura, aipo, beterraba e alcachofra também ajudam a manter o organismo equilibrado.

3 – Inclua vitamina C no seu cardápio

Cientistas confirmam que a deficiência em vitamina C é determinante para a formação de cálculos. Insira alimentos ricos em vitamina C na sua dieta. Alguns deles são: acerola, goiaba, laranja, pimentão e brócolis. Você também pode recorrer, de acordo com a prescrição médica, ao uso de suplementos vitamínicos para manter os níveis equilibrados.

4 – Equilibre os seus níveis de Colesterol

O colesterol LDL é muito prejudicial à vesícula e uma das causas do surgimento das pedras. É preciso manter uma dieta equilibrada para não aumentar seus índices. Abuse de alimentos como brócolis, mostarda, erva-doce, rabanetes e espinafre são ótimos para combater o colesterol ruim.

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Câncer no esôfago: 9 sintomas que você deve conhecer

Câncer no esôfago: 9 sintomas que você deve conhecer

O câncer, quando detectado no seu início, pode ser tratado com sucesso na grande maioria dos casos. Mas alguns deles só apresentam sintomas quando já estão evoluindo, o que torna todo o processo mais difícil, causando uma luta contra o tempo e sua evolução.

O câncer no esôfago apresenta sintomas muito característicos, mas só a partir de um estágio mais avançado. A doença surge com o aparecimento de células malignas no revestimento interno do órgão.

Como surge o câncer no esôfago

Órgão tubular oco, o esôfago é responsável por levar os alimentos sólidos, líquidos ou pastosos para o estômago. Ele faz movimentos peristálticos involuntários, que permite o transporte da comida para a digestão.

Ele possui uma média de 25 cm e é uma continuidade da faringe, localizado na altura da sexta vértebra cervical, indo até a boca do estômago, atravessando o hiato esofágico do diafragma. No início e fim do órgão há uma válvula que abre e fecha para enviar ou reservar a comida ingerida.

O esôfago possui quatro camadas em sua formação, iniciando com a mucosa que o reveste, a submucosa (onde há os vasos sanguíneos, nervos e glândulas), a muscular e a adventícia, a parte externa. O câncer do esôfago costuma se iniciar nas células do interior do órgão, sendo mais frequente em homens entre 50 e 70 anos de idade.

Ele é classificado de acordo com os tipos de mutações realizadas pelas células e sua forma desordenada de se desenvolver. O mais comum é o Carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 90% dos casos, e que ataca mais os homens negros. Ele se manifesta nas células escamosas no meio do esôfago e suas principais causas são o excesso de consumo de álcool e nicotina.

Em seguida vem o adenocarcinoma, que ataca principalmente homens brancos e que vem crescendo muito nos últimos anos, está associado a doença do refluxo gastroesofágico e obesidade. Ele começa nas glândulas secretoras de muco do órgão e sua causa é uma consequência de outras doenças associadas.

Nove Sintomas do câncer no esôfago que você deve conhecer

Assintomático na fase inicial, o câncer no esôfago começa a apresentar os primeiros sintomas quando começa seu processo evolutivo. Muitos pacientes acabam descobrindo o problema por acaso, em exames de rotina, mas alguns sintomas podem ajudar a identificar com mais rapidez a possibilidade do câncer, para buscar ajuda profissional.

Selecionamos abaixo 9 sintomas a serem observados:

  1. Um dos sintomas mais marcantes é a disfagia, uma dificuldade crescente em engolir os alimentos ingeridos;
  2. As dores também começam no osso do peito, simplesmente pelo ato de respirar;
  3. O paciente começa a perder peso sem motivo aparente e de forma abrupta;
  4. Sensação de azia e de má digestão;
  5. Alguns sintomas podem indicar metástase na região pulmonar e hepática, como a falta de ar, rouquidão, náuseas, hemorragia digestiva, vômitos e pele amarela;
  6. Dor torácica crescente;
  7. Perda de apetite;
  8. Arrotos frequentes;
  9. Em alguns casos surgem outras doenças pela vulnerabilidade da região, como pneumonia e úlcera estomacal.

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Cirurgia bariátrica: Entenda o procedimento

Cirurgia bariátrica: Entenda o procedimento

A transformação drástica que a cirurgia bariátrica proporciona, é causa de euforia para quem não consegue perder peso com os métodos tradicionais. O procedimento vem evoluindo muito com o tempo, trazendo menos efeitos colaterais e mais pacientes satisfeitos com a nova vida.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, em 2011, 48,5% da população brasileira estava com sobrepeso. Com o avanço da obesidade, há também uma procura cada vez maior pela cirurgia bariátrica, procedimento que também está disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mas mesmo tendo se tornado tão popular, ainda existem muitas dúvidas sobre o procedimento, seus riscos e indicações.

Quem pode realizar a cirurgia bariátrica

A decisão pela realização da cirurgia bariátrica é feita em conjunto pelo médico e o paciente, seguindo padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. O primeiro ponto a ser analisado é o IMC (Índice de Massa Corporal = peso/altura ao quadrado), que deve ser igual ou maior que 40kg/m² por um período de, no mínimo, dois anos. Pessoas com o IMC entre 35kg/m² e 40kg/m² e uma doença associada ou piorada pela obesidade como por exemplo hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e apneia do sono, também tem indicação

A idade mínima também foi reduzida pelo Ministério da Saúde, que passou de 18 para 16 anos, desde que haja consentimento do responsável legal, e comprovada situação de risco de morte por causa da obesidade. Outro fato relevante é que o paciente precisa já ter tentado outros métodos de emagrecimento, sem ter sido bem sucedido.

O procedimento cirúrgico engloba o antes, o durante e o depois da operação em si, com um cuidado especial para o estado psicológico do paciente.

No período que antecede a cirurgia, o paciente passa por rigorosas avaliações multidisciplinares, para que possa concretizar uma mudança de hábito real e que irá ser imprescindível para o seu sucesso. Uma equipe composta por gastroenterologista, endocrinologista, nutricionista, psicólogo e cirurgião é fundamental para ajudar o paciente nesse processo de transformação, que não acaba na mesa de cirurgia.

Técnicas cirúrgicas

Existem diversas técnicas cirúrgicas que podem ajudar no emagrecimento. Elas podem ser dividas em dois grupos: as que reduzem o tamanho do estômago, chamadas de restritivas, e as que promovem um desvio no trânsito intestinal, chamadas de disabsortivas. Podemos incluir um terceiro grupo, com técnicas mistas, que misturam os dois procedimentos.

A escolha da técnica é feita a partir do perfil do paciente e das doenças já existentes.

Dentre as restritivas, temos: a Banda Gástrica Ajustável e o SLEEVE (clique para ver o vídeo). Com a pouca ingestão de alimentos, o paciente perde peso rapidamente e precisa se adaptar às suas restrições alimentares e pequenas medidas.

Já como técnica disabsortiva, temos o BYPASS (clique para ver o vídeo). Ele é um desvio de grande parte do estômago e do intestino delgado. Esse procedimento realiza um grampeamento estomacal, que o divide em duas partes. A maior parte ficará isolada e sem uso e o alimento irá transitar apenas na menor porção, que é ligado ao intestino. A parte isolada manterá o hormônio que ativa o apetite, deixando apenas uma pequena parte residual, suficiente para saciar a fome.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte.

Posted by Dr. Diego Paim in Todos