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6 Dicas Para Quem Acabou De Realizar A Cirurgia Bariátrica

6 Dicas Para Quem Acabou De Realizar A Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica é uma das principais formas de tratamento da obesidade mórbida, devolvendo a qualidade de vida ao paciente. Porém, é um procedimento complexo e que exige a adoção de muitos cuidados no pós-operatório, principalmente em relação à alimentação.

Neste post, preparamos uma lista com as dicas mais importantes para quem acabou de realizar a gastroplastia. Então, se você está interessado no tema, não deixe de ler.

1) Alimentação adequada

Após a cirurgia bariátrica, o estômago sofre uma mudança de tamanho, o que exige uma grande mudança nos hábitos alimentares do paciente. O sucesso do procedimento depende da adesão as orientações médicas e nutricionais.

Ainda, no primeiro mês, a alimentação é restrita aos líquidos. Então, beba sucos naturais de frutas e legumes, chás, sopas e água de coco. Após os primeiros 30 dias. Inicia-se a dieta pastosa e fracionada. O objetivo é iniciar o processo de mastigação, digestão e absorção. 

2) Uso de suplementos vitamínicos

A redução no tamanho do estômago e o desvio no trânsito intestinal afeta a capacidade de absorção dos nutrientes. Por isso, há a necessidade de fazer uso de suplementos vitamínicos, pois, ajudam a complementar a ingestão nutricional diária necessária de cada paciente.

3) Prática de exercícios físicos

Para o sucesso da cirurgia bariátrica, a realização de exercícios físicos é imprescindível, não só porque ajudam na redução do peso, mas também porque evitam a perda de massa magra. Em alguns casos, o médico prescreve sessões de fisioterapia com o objetivo de melhorar as funções respiratórias e motoras.

4) Utilização dos medicamentos prescritos

Durante o pós-operatório, os médicos prescrevem diferentes medicamentos, tais como, os analgésicos para aliviar as dores e os antiácidos líquidos para reduzir a formação de úlceras no estômago. 

5) Realização regular dos exames

Por ser um procedimento complexo, a cirurgia bariátrica exige uma rotina de acompanhamento médico do paciente. Para isso, se faz necessária a realização de diferentes tipos de exames que ajudam a avaliar a adaptação do organismo as mudanças que foram realizadas.

Ainda, os exames que costumam ser solicitados são para verificar os níveis de vitaminas e minerais, a glicemia, a qualidade renal do paciente, as condições cardiovasculares, respiratórias e circulatórias. Caso haja alguma deficiência nutricional, são indicados novos suplementos e mudanças na dieta.

6) Acompanhamento psicológico

Para que o resultado da gastroplastia seja o esperado, o paciente precisa não só mudar os seus hábitos e comportamentos, mas também a forma como se relaciona com a comida. Geralmente, a obesidade está relacionada a algum tipo de compulsão.

Por isso, desde o pré-operatório, há um acompanhamento psicológico que visa preparar o paciente para as mudanças que ocorrerão no seu organismo. Além disso, a perda de peso depende da força de vontade do paciente.

Ainda, não é incomum que muitas pessoas desistam dos cuidados com a alimentação e com o corpo, mesmo após a realização da cirurgia. Por isso, é de extrema importância ser acompanhado de perto por um profissional de saúde mental.

Agora, com todas essas dicas, você já tem as orientações necessárias sobre os cuidados no pós-operatório. Porém, não se esqueça que todas as recomendações da equipe médica precisam ser seguidas à risca.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

Posted by Dr. Diego Paim in Todos
Quando é recomendada a cirurgia para obesidade?

Quando é recomendada a cirurgia para obesidade?

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), nos últimos oito anos, cresceu em 84% o número de cirurgias para obesidade realizadas no país. Porém, ainda representam 0,47% da população que é elegível para o procedimento.

Neste post, iremos tratar sobre os requisitos que precisam ser cumpridos para que um paciente seja considerado apto a cirurgia bariátrica. Ficou interessado? Então, continue a leitura.

Indicações para cirurgia bariátrica

Assim como toda intervenção cirúrgica, a bariátrica também apresenta riscos e benefícios. Por ser um procedimento complexo, existem critérios estabelecidos para que uma pessoa esteja elegível para realizá-la. 

Ainda, com a cirurgia para obesidade é possível obter uma grande perda de peso, que não é conquistada por outros meios. Porém, provoca uma considerável transformação no organismo e, por esta razão, nem todos estão habilitados para ela.

Um dos principais requisitos para receber a indicação para a bariátrica é a avaliação do grau de obesidade. Para fazer essa mensuração, considera-se o Índice de Massa Corporal (IMC), uma fórmula matemática que consiste na divisão do peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado.

Dessa forma, é possível avaliar se uma pessoa está no seu peso ideal, se apresenta magreza, sobrepeso ou obesidade. No entanto, esse não é o único requisito. A seguir, conheça os critérios que habilitam um paciente a realizar a cirurgia bariátrica:

  • ter o IMC maior ou igual a 50 kg/m2;
  • ter o IMC maior ou igual a 40 kg/m2, com ou sem comorbidades e que não tenham obtido sucesso no tratamento clínico da obesidade com duração mínima de dois anos;
  • pessoas com o IMC maior ou igual a 35 kg/m2 com comorbidade, tais como, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, apneia do sono, doenças articulares degenerativas e/ou com alto risco cardiovascular, e que tenham realizado tratamento clínico por, pelo menos, dois anos.

Além disso, o paciente também deve firmar o compromisso de participar de todas as etapas que envolvem o procedimento, como, por exemplo, avaliação cardiológica, nutricional, psicológica, clínica, endocrinológica, pulmonar, gastroenterológica e anestésica.

A cirurgia para obesidade é indicada para adolescentes?

Embora não seja um padrão, a cirurgia para obesidade pode ser realizada em adolescentes. Para isso, o paciente precisa ter realizado, sem sucesso, o tratamento clínico com mudanças no estilo de vida.

Ainda, mesmo cumprindo esse requisito, a idade mínima para realizar o procedimento é de 16 anos, desde que haja um evidente risco de vida relacionado à obesidade. Em raras exceções, pacientes abaixo dessa idade recebem a indicação cirúrgica.

Quando é contraindicada?

Da mesma forma que temos as indicações, também existem as contraindicações para a cirurgia. A primeira delas é ter o IMC entre 25,1 e 29,9 sem a presença de comorbidades, pois, esse índice não configura obesidade. Outros critérios para a bariátrica ser contraindicada são:

  • ter limitação intelectual significativa e não possuir o devido suporte familiar;
  • ser diagnosticado com doença pulmonar grave e descompensada;
  • ter algum tipo de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo consumo abusivo de álcool e uso de drogas ilícitas;
  • ser portador da síndrome de Cushing associada à hiperplasia na suprarrenal não tratada ou tumores endócrinos;
  • ter diagnóstico de hipertensão portal com varizes esofagogástricas, doenças imunológicas ou inflamatórias do trato digestivo superior, doença cardíaca ou coagulopatia grave.

Enfim, isso é tudo o que você precisa saber sobre as recomendações e contraindicações da cirurgia para obesidade. Além desses critérios, o paciente precisa ser informado sobre os cuidados no pré e no pós-operatório para avaliar se é capaz de realizá-los.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

Posted by Dr. Diego Paim in Todos
5 Vantagens Da Cirurgia Robótica

5 Vantagens Da Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é um dos métodos menos invasivos que existem e, por causa dos benefícios que oferece, está em constante crescimento no Brasil. De 2008 até o último levantamento, já foram realizadas mais de 5 mil cirurgias desse tipo no país.

Você sabe quais são essas vantagens? Neste post, explicaremos mais sobre o funcionamento desse procedimento, trazendo as principais vantagens e desvantagens.

O que é a cirurgia robótica?

Com os avanços tecnológicos da medicina, a atuação dos profissionais de saúde foi positivamente impactada pelo desenvolvimento de novos recursos. Um deles foi a criação da cirurgia robótica.

Ainda, essa inovação permite que intervenções cirúrgicas realizadas por diferentes especialistas sejam executadas por meio de um joystick que manipula um robô de alta precisão. Esse robô é composto pelo console, quatro braços robóticos e o rack de imagem.

No entanto, diferente do que as pessoas imaginam, a utilização de robôs para procedimentos cirúrgicos é totalmente controlada pelo cirurgião, não sendo capaz de realizar cirurgias de forma autônoma.  

Ademais, esse tipo de cirurgia pode ser comparado a uma videolaparoscopia, mas que é conduzida por braços robóticos, o que a torna mais segura. Isso porque o robô possui mecanismos à prova de erros.

Pro exemplo, se o cirurgião tirar os olhos do robô ou se distrair durante a cirurgia, todos os comandos são bloqueados imediatamente e os braços mecânicos param de se movimentar. Com isso, as probabilidades de erro médico reduzem consideravelmente.

Quais são as vantagens dessa técnica?

Essa inovação tecnológica ampliou a capacidade de atuação de um médico, pois, associou o conhecimento e a experiência do profissional ao conforto e precisão do robô. A seguir, falaremos mais sobre as vantagens da cirurgia robótica:

1) Pós-cirúrgico mais tranquilo e com menor risco de complicações

Nesse tipo de cirurgia minimamente invasiva, a possibilidade de ter uma visão mais próxima do órgão a ser operado e por não precisar da palpação do médico, há uma maior integridade do paciente.

Assim, produz diversos benefícios no pós-operatório, tais como, redução da dor, menor taxa de complicações, menor perda de sangue, risco reduzido de infecções e diminuição no período de internação.

2) Redução no tamanho das cicatrizes

Uma das principais vantagens da cirurgia robótica é a ausência de grandes cortes para realizar o procedimento. Geralmente, são feitos cerca de quatro a cinco pequenas incisões, medindo 1 cm cada uma.

Por isso, além da recuperação mais rápida e do menor risco de complicações, as cirurgias realizadas com auxílio de robôs deixam cicatrizes quase que imperceptíveis, evitando prejuízos estéticos para o paciente.

3) Elimina as limitações da laparoscopia

A cirurgia robótica foi desenvolvida para, entre outras coisas, vencer as limitações encontradas na laparoscopia, tais como, visualização 2D, dificuldade ergonômica dos cirurgiões e articulação incompleta dos instrumentos.

Ainda, com a criação dos braços robóticos, o profissional enxerga a área de operação em uma tela que permite uma visão 3D e que pode ser ampliada em até 12 vezes. Além disso, o robô reproduz a amplitude de alguns movimentos da mão do cirurgião.

4) Maior precisão

O nível de detalhamento e a qualidade das imagens capturadas pela câmera acoplada aos braços do robô permitem que o profissional tenha uma atuação mais assertiva, execute movimentos mais precisos e possibilita o alcance de estruturas que antes não eram possíveis de alcançar.

5) Melhor ergonomia do profissional

Antes do advento da cirurgia robótica, o cirurgião precisava permanecer em posições desconfortáveis para operar um paciente, mesmo nas técnicas minimamente invasivas. Com o auxílio dos robôs, o médico fica em uma postura correta para a visualização das imagens, trazendo mais conforto e tranquilidade a sua atuação.

Então, como você pode perceber, a cirurgia robótica revolucionou a medicina, trazendo benefícios imensuráveis para o exercício da profissão. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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Pedra Na Vesícula: O Que É E Quais Seus Tratamentos?

Pedra Na Vesícula: O Que É E Quais Seus Tratamentos?

O problema conhecido como pedra na vesícula é mais comum do que imaginamos, afetando cerca de 10 milhões de brasileiros. Embora todos estejam suscetíveis a desenvolvê-lo, existem fatores de risco que aumentam as probabilidades.

Neste post, explicaremos mais sobre esse quadro, apresentando os sintomas, as causas e as principais possibilidades de tratamento. Então, se quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura.

O que é pedra na vesícula?

Trata-se de uma condição que se caracteriza pelo depósito de pequenas pedras no interior da vesícula biliar, um órgão em forma de saco que está localizado abaixo do fígado e tem como principal função o armazenamento da bile.

Ainda, a bile é um líquido composto por pigmentos e bicarbonato que é produzido pelo fígado para atuar no processo de digestão das gorduras dos alimentos que ingerimos. Enquanto não nos alimentamos, a bile fica armazenada na vesícula.

Ademais, em razão da pequena capacidade de armazenamento da vesícula, o organismo concentra o máximo de bile possível, fazendo com que fique mais espessa. Porém, quando há algum desequilíbrio, o processo de concentração faz com que esse líquido se solidifique, formando os cálculos, ou pedra na vesícula.

Quais são as causas?

Existem diversos fatores que podem alterar a composição da bile e provocar esse desequilíbrio, favorecendo a formação dos cálculos. São eles:

  • ser do sexo feminino;
  • ter mais de 60 anos;
  • cirrose;
  • hipertensão;
  • obesidade;
  • tabagismo;
  • diabetes;
  • doença de Crohn;
  • anemia falciforme;
  • predisposição genética;
  • uso contínuo de anticoncepcionais;
  • elevação no nível de estrogênio, um hormônio feminino, algo comum durante a gravidez ou ao realizar terapia de reposição hormonal;
  • grandes perdas de peso em pouco tempo;
  • jejum prolongado;
  • alimentação rica em gorduras e carboidratos, e pobre em fibras;
  • estilo de vida sedentário, com elevação da taxa de colesterol LDL e redução da taxa de colesterol HDL.

Quais são os sintomas?

Geralmente, a formação de pedras na vesícula não produz sintomas e podem não causar nenhum problema para o paciente. Quando são muito pequenas, saem com a bile e são eliminadas nas fezes.

Ainda, o paciente só manifesta sintomas quando o cálculo tornou-se maior do que o orifício de saída da vesícula, obstruindo-a, o que faz com que, ao se contrair para eliminar a bile, haja um aumento de pressão no interior do órgão, provocando a típica dor da cólica biliar.

Essa dor é sentida no lado direito do abdome, abaixo das costelas e ocorre após as refeições. Depois que todos os alimentos ingeridos passam pelo duodeno, a cólica desaparece. Ademais, se a obstrução permanecer, a vesícula pode inflamar, favorecendo a proliferação de bactérias, causando uma infecção e provocando febre.

Como é o tratamento?

Os pacientes assintomáticos não costumam precisar de tratamento, pois, os cálculos tendem a ser eliminados espontaneamente. Quando há a cólica biliar, a colecistectomia é o procedimento mais indicado e consiste na remoção cirúrgica da vesícula.

Caso ocorra uma inflamação ou infecção, também é necessário desobstruir as viais biliares. Embora seja um órgão importante, a vesícula não é vital, sendo perfeitamente possível viver sem ele.

Então, após a leitura deste post, você aprendeu tudo o que precisava sobre a pedra na vesícula. Embora não seja frequente, a cirurgia é de rápida recuperação, com pouca dor e menor risco de infecção.

O problema conhecido como pedra na vesícula é mais comum do que imaginamos, afetando cerca de 10 milhões de brasileiros. Embora todos estejam suscetíveis a desenvolvê-lo, existem fatores de risco que aumentam as probabilidades.

Neste post, explicaremos mais sobre esse quadro, apresentando os sintomas, as causas e as principais possibilidades de tratamento. Então, se quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura.

O que é pedra na vesícula?

Trata-se de uma condição que se caracteriza pelo depósito de pequenas pedras no interior da vesícula biliar, um órgão em forma de saco que está localizado abaixo do fígado e tem como principal função o armazenamento da bile.

Ainda, a bile é um líquido composto por pigmentos e bicarbonato que é produzido pelo fígado para atuar no processo de digestão das gorduras dos alimentos que ingerimos. Enquanto não nos alimentamos, a bile fica armazenada na vesícula.

Ademais, em razão da pequena capacidade de armazenamento da vesícula, o organismo concentra o máximo de bile possível, fazendo com que fique mais espessa. Porém, quando há algum desequilíbrio, o processo de concentração faz com que esse líquido se solidifique, formando os cálculos, ou pedra na vesícula.

Quais são as causas?

Existem diversos fatores que podem alterar a composição da bile e provocar esse desequilíbrio, favorecendo a formação dos cálculos. São eles:

  • ser do sexo feminino;
  • ter mais de 60 anos;
  • cirrose;
  • hipertensão;
  • obesidade;
  • tabagismo;
  • diabetes;
  • doença de Crohn;
  • anemia falciforme;
  • predisposição genética;
  • uso contínuo de anticoncepcionais;
  • elevação no nível de estrogênio, um hormônio feminino, algo comum durante a gravidez ou ao realizar terapia de reposição hormonal;
  • grandes perdas de peso em pouco tempo;
  • jejum prolongado;
  • alimentação rica em gorduras e carboidratos, e pobre em fibras;
  • estilo de vida sedentário, com elevação da taxa de colesterol LDL e redução da taxa de colesterol HDL.

Quais são os sintomas?

Geralmente, a formação de pedras na vesícula não produz sintomas e podem não causar nenhum problema para o paciente. Quando são muito pequenas, saem com a bile e são eliminadas nas fezes.

Ainda, o paciente só manifesta sintomas quando o cálculo tornou-se maior do que o orifício de saída da vesícula, obstruindo-a, o que faz com que, ao se contrair para eliminar a bile, haja um aumento de pressão no interior do órgão, provocando a típica dor da cólica biliar.

Essa dor é sentida no lado direito do abdome, abaixo das costelas e ocorre após as refeições. Depois que todos os alimentos ingeridos passam pelo duodeno, a cólica desaparece. Ademais, se a obstrução permanecer, a vesícula pode inflamar, favorecendo a proliferação de bactérias, causando uma infecção e provocando febre.

Como é o tratamento?

Os pacientes assintomáticos não costumam precisar de tratamento, pois, os cálculos tendem a ser eliminados espontaneamente. Quando há a cólica biliar, a colecistectomia é o procedimento mais indicado e consiste na remoção cirúrgica da vesícula.

Caso ocorra uma inflamação ou infecção, também é necessário desobstruir as viais biliares. Embora seja um órgão importante, a vesícula não é vital, sendo perfeitamente possível viver sem ele.

Então, após a leitura deste post, você aprendeu tudo o que precisava sobre a pedra na vesícula. Embora não seja frequente, a cirurgia é de rápida recuperação, com pouca dor e menor risco de infecção.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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Qual A Função Da Vesícula Para O Organismo?

Qual A Função Da Vesícula Para O Organismo?

Provavelmente, você já ouviu falar sobre uma condição incômoda conhecida como pedra na vesícula. Porém, pouco se sabe sobre esse órgão e o papel que ele desempenha em nosso organismo.

Você sabe qual é função dele? Então, preparamos este post para elucidar essa questão e explicar tudo o que você precisa saber sobre esse órgão.

O que é e para que serve a vesícula biliar?

A vesícula biliar é um órgão que integra o sistema digestivo e tem a forma de um saco, semelhante a uma pera, e está localizada abaixo do fígado. Mesmo medindo cerca de 10 cm, ela exerce uma função importante para o organismo: o armazenamento da bile. 

Ainda, após a ingestão de alimentos e a passagem deles pelo duodeno, porção inicial do intestino delgado, o organismo libera um hormônio chamado de colecistocinina. Essa substância serve para indicar a vesícula biliar que ela precisa se contrair para liberar a bile.

Assim, há um processo de digestão das gorduras. Apesar de exercer uma função necessária para o corpo, ela não é vital, o que permite que uma pessoa leve uma vida normal, mesmo após a retirada desse órgão.

O que é a bile?

Trata-se de um líquido produzido pelo fígado e é composto por uma mistura de várias substâncias, entre elas, água, colesterol, sais e ácidos biliares. A sua função é atuar na digestão e absorção das gorduras dos alimentos.

Para isso, a bile se mistura com o suco pancreático e com os alimentos. A vesícula é capaz de armazenar cerca de 50 ml de bile. No entanto, o estômago chega a produzir até 2000 ml por dia, o que ultrapassa a capacidade do órgão.

Ainda, para que a bile passe pelo duodeno e cumpra sua função, ela precisa ser fluída como a água. Porém, o colesterol naturalmente não se mistura com a água, o que obriga o organismo a envolver cada partícula de colesterol com os sais e ácidos, fazendo com que ocorra haja essa fluidez.

É possível levar uma vida normal sem a vesícula?

Quando há a formação de cálculos na vesícula biliar que causam dor e outros incômodos ao indivíduo, a cirurgia para remoção do órgão é necessária. Nesse momento, surge a dúvida muito comum: é possível viver sem a vesícula? Podemos afirmar que sim.

Ainda, o órgão serve para armazenar a bile e liberá-la para o duodeno durante a digestão. Na sua ausência, o fígado continua a produzir a bile, que fica gotejando continuamente no duodeno. Assim, o organismo se adapta e as pessoas não sentem falta do órgão.

Em casos menos frequentes, alguns indivíduos se sentem mal após consumir alimentos muito gordurosos. Além disso, a exposição contínua do intestino à bile pode causar irritação, o que faz com que ocorra a urgência evacuatória.

Para aliviar esse quadro, os médicos podem prescrever a colestiramina, um tipo de resina que gruda os sais biliares, impedindo que irritem o intestino, melhorando os sintomas.

Portanto, a vesícula biliar desempenha um importante papel no organismo, mas não é um órgão vital. Porém, as indicações cirúrgicas não são comuns e os cálculos costumam ser espontaneamente eliminados nas fezes.

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Colecistectomia: Entenda quando é recomendada a cirurgia para retirada da vesícula

Colecistectomia: Entenda quando é recomendada a cirurgia para retirada da vesícula

A formação de cálculos na vesícula é uma condição presente em mais de 10% da população ocidental, sendo um percentual que aumenta de acordo com a idade dos pacientes. Na maioria dos casos sintomáticos, a cirurgia para retirada da vesícula é a melhor alternativa de tratamento.

Você sabe como funciona o procedimento ou quando é recomendado? Então, continue a leitura deste post. A seguir, explicaremos tudo sobre o assunto.

O que é a cirurgia para retirada de vesícula?

A colelitíase, nome que designa a presença de cálculos na vesícula, ocorre em função da maior concentração da bile armazenada no órgão, fazendo com que se formem cristais de colesterol.

Geralmente, esses cristais são eliminados espontaneamente nas fezes. Porém, quando se apresentam em tamanhos maiores, podem obstruir os ductos biliares, provocando fortes cólicas e problemas digestivos.

Nesses casos, a melhor alternativa de tratamento é a realização da cirurgia para retirada da vesícula, chamada de colecistectomia. Desse modo, elimina-se a obstrução e a inflamação na região, evitando complicações.

É possível viver sem a vesícula?

Sim. Apesar de desempenhar a importante função de armazenar a bile, a ausência da vesícula não traz riscos de vida para o paciente e o organismo tende a se adaptar. Na verdade, o que muda é que, como não há mais local para ser armazenada, a bile continua a ser produzida pelo fígado e, posteriormente, fica gotejando no duodeno.

Ainda, em alguns casos, esse contato contínuo do intestino com a bile pode causar irritações, que são tratadas com uso de medicamentos. Ademais, o paciente pode ter um mal-estar ao ingerir alimentos ricos em gorduras.

Quando a colecistectomia é indicada?

Na maioria absoluta dos casos, a colecistectomia é recomendada para os casos em que os cálculos biliares provocam uma inflamação na região ou podem causar complicações mais graves. 

No entanto, antes da cirurgia, podem ser prescitos medicamentos para tentar conter o processo inflamatório. Além disso, quando os cálculos migram para os ductos biliares ou em casos de infecção, a cirurgia para retirada da vesícula também é indicada.

Como é o procedimento?

A colecistectomia é realizada quando a vesícula está doente e já não consegue mais executar suas funções. Então, o órgão precisa ser removido. Para isso, existem três tipos de técnicas: laparoscopia, cirurgia aberta ou radical.

Ainda, a colecistectomia laparoscópica consiste na realização de quatro incisões no abdômen do paciente para a introdução dos instrumentos cirúrgicos e da câmera que transmite imagens para o cirurgião. Desse modo, a vesícula é removida de forma rápida e menos dolorosa.

Ademais, a cirurgia aberta é o modo tradicional, exigindo um corte na região abdominal para a manipulação dos órgãos e a retirada da vesícula. Por último, a colecistectomia radical é indicada em casos de câncer de vesícula e consiste na remoção não só do órgão, mas também de parte do fígado e de todos os gânglios linfáticos.

Portanto, a cirurgia para retirada da vesícula é um procedimento realizado com certa frequência e, na maioria dos casos, não provoca complicações, sendo de rápida recuperação. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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A hérnia pode retornar após a cirurgia?

A hérnia pode retornar após a cirurgia?

Quando alguém se submete a uma cirurgia para corrigir um problema, como uma hérnia, por exemplo, essa pessoa espera solucionar a questão de uma vez por todas, afinal, toda cirurgia, por mais simples que seja, é um procedimento invasivo e que envolve riscos.

Infelizmente, nem todas as operações proporcionam resultados definitivos e, em alguns casos, o problema original pode retornar igual ou agravado. Será que a hérnia é um desses quadros que, mesmo depois de operado, pode voltar? Leia o artigo e descubra.

O que é hérnia, afinal?

Antes de falarmos sobre a possível recidiva de uma herniação após uma cirurgia corretiva, é importante definirmos o que é hérnia e suas implicações na saúde. A hérnia é uma espécie de escape total ou parcial de um órgão através de um orifício que pode ter sido aberto por uma má formação ou por causa de um enfraquecimento dos tecidos que protegem os órgãos internos. Vale ressaltar que as herniações podem ocorrem em diferentes partes do corpo e são capazes de desencadear sintomas como dores locais,  desconforto, inchaço, sensibilidade na região, etc.

Como é feita a cirurgia?

A técnica cirúrgica e o tempo de duração de uma cirurgia de hérnia depende diretamente do tipo de hérnia (umbilical, inguinal, incisional, entre outras). Em todas elas, o objetivo principal é reposicionar a porção do órgão que escapou, devolvendo-o ao seu local de origem. Algumas cirurgias são realizadas através da técnica aberta, porém, atualmente o procedimento feito com mais frequência é a operação via laparoscopia. Em boa parte das cirurgias há a colocação de uma tela para conter o órgão e evitar recidivas.

A hérnia pode voltar depois da operação?

Sim. Pode ocorrer recidiva mesmo após a cirurgia corretiva. É o que se chama de hérnia recidivante ou hérnia recidivada. Elas demandam uma nova operação para devolver a porção do órgão novamente ao lugar. O retorno da hérnia pode ter a ver com o aumento da pressão intra-abdominal, excesso de esforço como pegar peso, tosse crônica, entre outros fatores.

Antigamente as hérnias voltavam com mais frequência depois das operações corretivas, pois a técnica utilizada consistia em fazer o reforço local com o próprio tecido da região, porém, esse tecido já estava enfraquecido e a porção do órgão escapava novamente. Hoje, com o uso das telas, a ocorrência de hérnias recidivadas é significativamente menor.

Apesar de raro, o quadro pode acontecer a depender da técnica cirúrgica empregada, características anatômicas individuais e tipo de atividades desempenhadas. Não confunda a hérnia recidivada com a hérnia incisional. A hérnia recidivada é justamente a que retorna depois da cirurgia, enquanto a hérnia incisional é uma hérnia que se forma depois de um procedimento cirúrgico, por causa das incisões feitas na operação.

Quer saber um pouco mais sobre hérnias recidivadas? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Como é a cirurgia para tratamento dos cálculos biliares?

Como é a cirurgia para tratamento dos cálculos biliares?

Os cálculos biliares são as famosas pedras na vesícula. Trata-se de depósitos endurecidos que se formam no interior da vesícula biliar. A vesícula, por sua vez, é um pequeno órgão situado logo abaixo do fígado. Sua principal função consiste em armazenar bile, um líquido que o fígado produz para auxiliar no processo digestivo.

Vale acrescentar que as pedras na vesícula podem ter tamanhos variados. Também não há uma quantidade padrão! Há quem tenha apenas um cálculo, enquanto outras pessoas podem ter diversas pedras biliares. Existem basicamente dois tipos de cálculos biliares: o de colesterol e os cálculos pigmentados. No primeiro grupo, os cálculos são formados por colesterol não dissolvido, o que confere uma tonalidade amarelada. No segundo, as pedras são pedras ou marrons. Elas se formam quando a bile possui muita bilirrubina.

As pedras na vesícula podem desencadear sintomas muito severos e incômodos, como dor abdominal forte, febre, inchaço no abdômen, náuseas e vômitos. A boa notícia é que esse quadro pode ser tratado. A medicação possui efeito apenas paliativo para aliviar os sintomas. O único tratamento efetivo é a cirurgia. Por falar em cirurgia, leia o texto a seguir para saber mais sobre esse procedimento cirúrgico.

Como é o procedimento?

A cirurgia para o tratamento de cálculos biliares é chamada de colecistectomia. Esse procedimento não remove somente as pedras, como retira o órgão por completo. Embora realize funções importantes, a vesícula não é vital. Após a cirurgia o organismo tende a se adaptar sem ela.

Durante muito tempo a remoção da vesícula foi feita através de técnica aberta, com grandes cortes abdominais. Atualmente, o procedimento cirúrgico é mais realizado através de laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, mais rápida, menos agressiva e mais segura.

A colecistectomia laparascópica é realizada por meio de pequenas incisões, o que reduz o trauma local e diminui as chances de complicações como hemorragias e infecções. O tempo internação também é menor.

Quais são os riscos?

Apesar de todos os benefícios da colecistectomia por laparoscopia, existe um pequeno risco de complicações, incluindo sangramentos, lesões nas vias biliares, infecções, fístulas no duodeno, etc. Os problemas decorrentes da cirurgia são raros, mas todo procedimento cirúrgico envolve certo risco.

E o pós-operatório?

A cirurgia é rápida e relativamente simples, o tempo de internação é curto e o processo de recuperação é tranquilo. Os pacientes que se submetem à cirurgia costumam sentir dor suportável, que pode ser aliviada com o uso de analgésicos. Também é comum a ocorrência de gases e inchaço abdominal.

Nas primeiras horas depois da operação, o paciente deve começar a caminhar devagar e com auxilio. A dieta nos primeiros dias deve ser bem leve e de fácil digestão. Alimentos gordurosos devem ser evitados não só no pós-operatório, como pela vida toda. O excesso de gordura pode provocar episódios de diarreia em pessoas que não têm vesícula.

No mais, quem já sofreu com cólicas biliares costuma dizer que gostaria de ter feito a cirurgia antes, pois, de fato, o procedimento é capaz de resgatar o bem-estar e qualidade de vida de quem experimentou os fortes sintomas das pedras na vesícula.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Como será minha vida após a cirurgia bariátrica?

Como será minha vida após a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia ou cirurgia de obesidade, é um procedimento cirúrgico que visa promover a redução de peso dos pacientes com o IMC muito elevado.

Trata-se de uma operação que altera a anatomia original do estômago e, consequentemente muda a capacidade que o órgão tem de receber os alimentos. Com o estômago reduzido literalmente cabe menos comida e a pessoa emagrece.

Atualmente são realizadas mais de 65 mil cirurgias bariátricas todos os anos, mas apesar de ser extremamente eficaz no que se propõe, o procedimento não faz milagres. Além disso, é importante ressaltar que as alterações não se limitam ao peso. Leia o artigo e confira como fica a vida do paciente depois da operação.

Como fica o peso?

A redução depende da técnica envolvida, peso inicial do paciente, fatores metabólicos, disciplina em relação à disciplina alimentar no pós-cirúrgico, etc. Geralmente, na primeira semana depois da operação, há uma perda que varia entre 800g a 1kg/dia. Isso é resultado da dieta hipocalórica e dos efeitos metabólicos do procedimento. Ao final do primeiro mês, o paciente costuma perder de 8% a 12% de seu peso corporal total e segue perdendo gradualmente. Há pacientes que perdem 30, 40, 50, 60 quilos…Cada caso é um caso.

Como fica a relação com a comida?

A relação com a comida tende a mudar depois da cirurgia, isso se houver o devido acompanhamento psicológico. Infelizmente, certos hábitos nocivos e transtornos alimentares podem permanecer após o tratamento cirúrgico, como por exemplo, a compulsão e a bulimia. Na maioria dos casos o quadro melhora depois da bariátrica, mas, em outros, podem piorar ou, até mesmo, se desenvolver depois do procedimento. Saí a importante de contar com o suporte profissional de psicólogos e/ou psiquiatras.

Como fica a aparência?

A perda expressiva do peso gera uma mudança expressiva no visual, mas não podemos desconsiderar que o excesso de pele é inevitável. A alimentação balanceada, associada à prática de exercícios, pode ajudar nesse sentido. Porém, a correção efetiva dependerá de cirurgias plásticas para eliminar as sobras de pele. Outras questões estéticas que precisam ser mencionadas consistem na maior vulnerabilidade a dermatites, micoses, queda de cabelo e unhas enfraquecidas.

Como fica a saúde mental?

De modo geral, a autoestima melhora muito depois da operação, mas novamente reforço a importância de contar com o acompanhamento psicológico antes, durante e após a cirurgia. Há casos em que o indivíduo tem dificuldades para se reconhecer, não ficam satisfeitos com os resultados e têm suas expectativas frustradas. A ainda quem enfrente problemas como depressão e ansiedade pós-bariátrica. É raro, porém, pode acontecer.

Como fica a saúde física?

A saúde se beneficia muito da cirurgia. O risco cardiovascular diminui drasticamente depois da operação, assim como os níveis de glicose e colesterol no sangue reduzem bastante. Por outro lado, é indispensável fazer um acompanhamento nutricional rigoroso, pois há chances de anemia e má absorção de nutrientes. Nesse caso, a suplementação vitamínica torna-se essencial para a manutenção da saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

Posted by Douglas in Todos
6 sintomas do câncer colorretal

6 sintomas do câncer colorretal

O câncer colorretal, ou câncer de intestino grosso, é a terceira neoplasia mais comum no Brasil. Anualmente surgem mais de 18.000 novos casos no país, sendo que a maior incidência é com mulheres (52%). Vale destacar que nos últimos anos, houve um aumento de  mais de 27% na ocorrência de tumores intestinais.

Esse câncer se desenvolve gradualmente por conta de alterações celulares que crescem desordenadamente e, no início, não apresentam nenhuma manifestação física clara. O prognóstico geralmente depende da localização exata do tumor, idade do paciente, condições clínicas gerais, estágio da doença, existência de metástase, etc.

Tal condição é grave e preocupante, pois o câncer colorretal apresenta uma alta taxa de mortalidade. Entretanto, é passível de tratamento. O sucesso da abordagem terapêutica está intimamente relacionado ao início precoce. Por isso, é fundamental prestar atenção aos sintomas para descobrir e tratar o câncer de intestino rapidamente.

Confira a seguir quais são os principais sinais de alerta:

Sangramento intestinal

O sangramento intestinal é um dos sintomas de câncer colorretal. Tal indício pode ser percebido pela presença de sangue nas fezes, o que aponta para problemas  no trato digestivo. Cumpre salientar que nesses casos, o sangue aparece mesclado com o cocô e não se apresenta em forma de sangue vermelho vivo, o que costuma caracterizar alterações mais simples, como hemorróidas e fissuras anais. Na verdade, quando existe um tumor, as fezes tendem a ser escurecidas (pretas). Em algumas situações, o sangramento não é visível. Por isso existe o exame de sangue oculto nas fezes, justamente para identificar as alterações que não são aparentes.

Mudança nos hábitos digestivos

O câncer colorretal pode desencadear alterações nos hábitos intestinais. É comum, por exemplo, que ocorram episódios de prisão de ventre alternados com episódios de diarreia. O peso abdominal, gases e a sensação de empachamento também são sintomas que merecem atenção, bem como, a digestão lenta.

Dores retais e abdominais

Quem tem câncer colorretal é, sem dúvida, mais propenso a sentir cólicas abdominais e dor no reto. Por falar em reto, o calibre das fezes pode diminuir devido estreitamento e eventuais obstruções decorrentes da existência do tumor intestinal

Anemia

O quadro pode vir acompanhado de anemia, especialmente em indivíduos acima dos 50 anos de idade. Isso acontece como consequência do sangramento e do comprometimento da absorção nutricional. Para completar, o apetite fica alterado e a alimentação fica prejudicada, o que pode gerar, além de anemia, o emagrecimento excessivo.

Fadiga

Os tumores intestinais podem provocar sintomas como a fadiga, desânimo e indisposição. Em situações mais extremas, falta energia até para as tarefas mais simples. Pesam aqui as questões físicas e as emocionais, que também influenciam diretamente no quadro.

Outros sinais

Se o câncer se espalhar para outros órgãos (metástase), podem surgir outros sintomas como tosse, falta de ar, dor óssea, fraturas, pele amarelada, náuseas, vômitos, etc.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

Posted by Dr. Diego Paim in Todos