Dr. Diego Paim

A hérnia pode retornar após a cirurgia?

A hérnia pode retornar após a cirurgia?

Quando alguém se submete a uma cirurgia para corrigir um problema, como uma hérnia, por exemplo, essa pessoa espera solucionar a questão de uma vez por todas, afinal, toda cirurgia, por mais simples que seja, é um procedimento invasivo e que envolve riscos.

Infelizmente, nem todas as operações proporcionam resultados definitivos e, em alguns casos, o problema original pode retornar igual ou agravado. Será que a hérnia é um desses quadros que, mesmo depois de operado, pode voltar? Leia o artigo e descubra.

O que é hérnia, afinal?

Antes de falarmos sobre a possível recidiva de uma herniação após uma cirurgia corretiva, é importante definirmos o que é hérnia e suas implicações na saúde. A hérnia é uma espécie de escape total ou parcial de um órgão através de um orifício que pode ter sido aberto por uma má formação ou por causa de um enfraquecimento dos tecidos que protegem os órgãos internos. Vale ressaltar que as herniações podem ocorrem em diferentes partes do corpo e são capazes de desencadear sintomas como dores locais,  desconforto, inchaço, sensibilidade na região, etc.

Como é feita a cirurgia?

A técnica cirúrgica e o tempo de duração de uma cirurgia de hérnia depende diretamente do tipo de hérnia (umbilical, inguinal, incisional, entre outras). Em todas elas, o objetivo principal é reposicionar a porção do órgão que escapou, devolvendo-o ao seu local de origem. Algumas cirurgias são realizadas através da técnica aberta, porém, atualmente o procedimento feito com mais frequência é a operação via laparoscopia. Em boa parte das cirurgias há a colocação de uma tela para conter o órgão e evitar recidivas.

A hérnia pode voltar depois da operação?

Sim. Pode ocorrer recidiva mesmo após a cirurgia corretiva. É o que se chama de hérnia recidivante ou hérnia recidivada. Elas demandam uma nova operação para devolver a porção do órgão novamente ao lugar. O retorno da hérnia pode ter a ver com o aumento da pressão intra-abdominal, excesso de esforço como pegar peso, tosse crônica, entre outros fatores.

Antigamente as hérnias voltavam com mais frequência depois das operações corretivas, pois a técnica utilizada consistia em fazer o reforço local com o próprio tecido da região, porém, esse tecido já estava enfraquecido e a porção do órgão escapava novamente. Hoje, com o uso das telas, a ocorrência de hérnias recidivadas é significativamente menor.

Apesar de raro, o quadro pode acontecer a depender da técnica cirúrgica empregada, características anatômicas individuais e tipo de atividades desempenhadas. Não confunda a hérnia recidivada com a hérnia incisional. A hérnia recidivada é justamente a que retorna depois da cirurgia, enquanto a hérnia incisional é uma hérnia que se forma depois de um procedimento cirúrgico, por causa das incisões feitas na operação.

Quer saber um pouco mais sobre hérnias recidivadas? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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Como é a cirurgia para tratamento dos cálculos biliares?

Como é a cirurgia para tratamento dos cálculos biliares?

Os cálculos biliares são as famosas pedras na vesícula. Trata-se de depósitos endurecidos que se formam no interior da vesícula biliar. A vesícula, por sua vez, é um pequeno órgão situado logo abaixo do fígado. Sua principal função consiste em armazenar bile, um líquido que o fígado produz para auxiliar no processo digestivo.

Vale acrescentar que as pedras na vesícula podem ter tamanhos variados. Também não há uma quantidade padrão! Há quem tenha apenas um cálculo, enquanto outras pessoas podem ter diversas pedras biliares. Existem basicamente dois tipos de cálculos biliares: o de colesterol e os cálculos pigmentados. No primeiro grupo, os cálculos são formados por colesterol não dissolvido, o que confere uma tonalidade amarelada. No segundo, as pedras são pedras ou marrons. Elas se formam quando a bile possui muita bilirrubina.

As pedras na vesícula podem desencadear sintomas muito severos e incômodos, como dor abdominal forte, febre, inchaço no abdômen, náuseas e vômitos. A boa notícia é que esse quadro pode ser tratado. A medicação possui efeito apenas paliativo para aliviar os sintomas. O único tratamento efetivo é a cirurgia. Por falar em cirurgia, leia o texto a seguir para saber mais sobre esse procedimento cirúrgico.

Como é o procedimento?

A cirurgia para o tratamento de cálculos biliares é chamada de colecistectomia. Esse procedimento não remove somente as pedras, como retira o órgão por completo. Embora realize funções importantes, a vesícula não é vital. Após a cirurgia o organismo tende a se adaptar sem ela.

Durante muito tempo a remoção da vesícula foi feita através de técnica aberta, com grandes cortes abdominais. Atualmente, o procedimento cirúrgico é mais realizado através de laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, mais rápida, menos agressiva e mais segura.

A colecistectomia laparascópica é realizada por meio de pequenas incisões, o que reduz o trauma local e diminui as chances de complicações como hemorragias e infecções. O tempo internação também é menor.

Quais são os riscos?

Apesar de todos os benefícios da colecistectomia por laparoscopia, existe um pequeno risco de complicações, incluindo sangramentos, lesões nas vias biliares, infecções, fístulas no duodeno, etc. Os problemas decorrentes da cirurgia são raros, mas todo procedimento cirúrgico envolve certo risco.

E o pós-operatório?

A cirurgia é rápida e relativamente simples, o tempo de internação é curto e o processo de recuperação é tranquilo. Os pacientes que se submetem à cirurgia costumam sentir dor suportável, que pode ser aliviada com o uso de analgésicos. Também é comum a ocorrência de gases e inchaço abdominal.

Nas primeiras horas depois da operação, o paciente deve começar a caminhar devagar e com auxilio. A dieta nos primeiros dias deve ser bem leve e de fácil digestão. Alimentos gordurosos devem ser evitados não só no pós-operatório, como pela vida toda. O excesso de gordura pode provocar episódios de diarreia em pessoas que não têm vesícula.

No mais, quem já sofreu com cólicas biliares costuma dizer que gostaria de ter feito a cirurgia antes, pois, de fato, o procedimento é capaz de resgatar o bem-estar e qualidade de vida de quem experimentou os fortes sintomas das pedras na vesícula.

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6 sintomas do câncer colorretal

6 sintomas do câncer colorretal

O câncer colorretal, ou câncer de intestino grosso, é a terceira neoplasia mais comum no Brasil. Anualmente surgem mais de 18.000 novos casos no país, sendo que a maior incidência é com mulheres (52%). Vale destacar que nos últimos anos, houve um aumento de  mais de 27% na ocorrência de tumores intestinais.

Esse câncer se desenvolve gradualmente por conta de alterações celulares que crescem desordenadamente e, no início, não apresentam nenhuma manifestação física clara. O prognóstico geralmente depende da localização exata do tumor, idade do paciente, condições clínicas gerais, estágio da doença, existência de metástase, etc.

Tal condição é grave e preocupante, pois o câncer colorretal apresenta uma alta taxa de mortalidade. Entretanto, é passível de tratamento. O sucesso da abordagem terapêutica está intimamente relacionado ao início precoce. Por isso, é fundamental prestar atenção aos sintomas para descobrir e tratar o câncer de intestino rapidamente.

Confira a seguir quais são os principais sinais de alerta:

Sangramento intestinal

O sangramento intestinal é um dos sintomas de câncer colorretal. Tal indício pode ser percebido pela presença de sangue nas fezes, o que aponta para problemas  no trato digestivo. Cumpre salientar que nesses casos, o sangue aparece mesclado com o cocô e não se apresenta em forma de sangue vermelho vivo, o que costuma caracterizar alterações mais simples, como hemorróidas e fissuras anais. Na verdade, quando existe um tumor, as fezes tendem a ser escurecidas (pretas). Em algumas situações, o sangramento não é visível. Por isso existe o exame de sangue oculto nas fezes, justamente para identificar as alterações que não são aparentes.

Mudança nos hábitos digestivos

O câncer colorretal pode desencadear alterações nos hábitos intestinais. É comum, por exemplo, que ocorram episódios de prisão de ventre alternados com episódios de diarreia. O peso abdominal, gases e a sensação de empachamento também são sintomas que merecem atenção, bem como, a digestão lenta.

Dores retais e abdominais

Quem tem câncer colorretal é, sem dúvida, mais propenso a sentir cólicas abdominais e dor no reto. Por falar em reto, o calibre das fezes pode diminuir devido estreitamento e eventuais obstruções decorrentes da existência do tumor intestinal

Anemia

O quadro pode vir acompanhado de anemia, especialmente em indivíduos acima dos 50 anos de idade. Isso acontece como consequência do sangramento e do comprometimento da absorção nutricional. Para completar, o apetite fica alterado e a alimentação fica prejudicada, o que pode gerar, além de anemia, o emagrecimento excessivo.

Fadiga

Os tumores intestinais podem provocar sintomas como a fadiga, desânimo e indisposição. Em situações mais extremas, falta energia até para as tarefas mais simples. Pesam aqui as questões físicas e as emocionais, que também influenciam diretamente no quadro.

Outros sinais

Se o câncer se espalhar para outros órgãos (metástase), podem surgir outros sintomas como tosse, falta de ar, dor óssea, fraturas, pele amarelada, náuseas, vômitos, etc.

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O que é dispepsia?

O que é dispepsia?

Já ouviu falar sobre dispepsia? Esse problema de nome pouco comum é, na verdade, uma condição bastante frequente. Dispepsia nada mais é do que a famosa má digestão.

Só quem sofre com esse com a dispepsia sabe o quanto ela é incômoda. A má digestão realmente traz um enorme desconforto para o dia a dia, atrapalhando, inclusive, a vida social. Se você já teve algum episódio de indigestão, sabe do que estou falando.

As manifestações dispépticas ocorrem em mais de 15% da população mundial e, certamente, estão entre as principais queixas de saúde nos consultórios médicos. No Brasil, esse percentual é mais significativo e chega a 40% dos brasileiros.

Quer saber quais são os sinais, causas e tratamentos possíveis para a dispepsia? Leia o texto completo e entenda melhor o assunto. Vem comigo!

Como é a dispepsia?

A dispepsia é caracterizada por um conjunto de sintomas que se manifestam no trato intestinal, especificamente na região do estômago. O desconforto se concentra no abdômen, ente o tórax e o umbigo. Os sinais incluem sensação de dor estomacal, queimação, saciedade precoce, náuseas e vômitos. O quadro também é marcado pela dificuldade de digestão.

O que causa dispepsia?

A dispepsia pode ser resultado de diversos transtornos digestivos que comprometem, em especial, o estômago e o duodeno. Entre as principais causas de má digestão estão a úlcera péptica gástrica ou úlcera duodenal.

Outra causa possível é a infecção estomacal por bactéria H.pylori. Em alguns casos, a dispepsia pode ser um dos sintomas de cálculos biliares ou, até mesmo, câncer gástrico.

Vale destacar que tal manifestação não necessariamente tem a ver com uma doença de base. O quadro pode estar associado a maus hábitos alimentares, além de efeitos colaterais de analgésicos e anti-inflamatórios. Quando não existe uma enfermidade subjacente, isso configura a dispepsia funcional. Apenas o especialista poderá diagnosticar se a má digestão  é funcional ou orgânica.

Como tratar?

Para iniciar o tratamento, é fundamental obter um diagnóstico preciso. A condição pode ser confirmada através de exame clínico (análise dos sintomas, histórico familiar, etc). Para descartar outras condições, a endoscopia digestiva costuma ser necessária.

Se realmente o paciente tiver dispepsia, o tratamento dependerá do tipo de má digestão: se funcional ou orgânica. De todo modo, a abordagem terapêutica deve focar no tratamento das origens do problema. Por exemplo, se a dispepsia for consequência de úlcera ou gastrite, é recomendável tratar essas doenças para aliviar seus sintomas secundários.

O tratamento costuma envolver mudanças nos hábitos alimentares, além de medidas como o uso de medicação (inibidores de acidez estomacal e medicamentos que contribuem na motilidade gástrica). Os fármacos podem auxiliar na redução da saciedade precoce e diminuição da sensação de empachamento.

Em relação à alimentação, o mais indicado é apostar em uma alimentação leve e rica em fibras. Além disso, deve-se evitar grandes porções, priorizar pequenas refeições fracionadas ao longo do dia, mastigar bastante os alimentos e reduzir o consumo  de frituras, ácidos, bebidas alcoólicas e condimentos.

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Colelitíase: sintomas e fatores de risco

Colelitíase: sintomas e fatores de risco

A colelitíase ou litíase biliar é uma condição caracterizada pela presença de cálculos biliares. Esses cálculos são formados quando o líquido armazenado no órgão (bile) se cristaliza, dando origem às famosas pedras na vesícula.

Vale destacar que a bile contém água, gordura, colesterol, proteínas, sais biliares e bilirrubina. Quando há o excesso de colesterol e bilirrubina concentrado na bile, sob determinadas condições, o líquido pode se solidificar, formando assim os cálculos biliares.

Geralmente o quadro é detectado a partir de ultrassom. Os cálculos biliares podem ser descobertos eventualmente, em exames de rotina ou depois de crises de cólica e outros sintomas agudos.

Quer saber mais sobre a colelitíase? Leia o artigo completo e descubra quais são os principais sintomas e fatores de risco. Boa leitura!

Quais são os fatores de risco dos cálculos biliares?

Vários aspectos podem influenciar no desenvolvimento das pedras na vesícula, entretanto, ter um ou mais fatores de risco não é uma sentença absoluta para a colelitíase. Entre as características que aumentam a propensão estão as seguintes:

  • Idade a partir de 60 anos
  • Ser do sexo feminino
  • Gestação
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Dieta rica em gordura
  • Dieta pobre em fibras
  • Histórico familiar de pedras na vesícula
  • Emagrecimento rápido
  • Diabetes

É possível evitar ou controlar boa parte desses fatores, especialmente os que dizem respeito aos hábitos alimentares e ao peso. A vida sedentária e a má alimentação, por exemplo, aumentam o risco de obesidade e de elevação do mau colesterol. Consequentemente, favorecem o surgimento das pedras na vesícula.
Quais são os sintomas de colelitíase?

São variados os sintomas de cálculos biliares. A manifestação mais marcante é a ocorrência de fortes crises de cólica biliar. Essas crises começam subitamente como consequência da obstrução temporária do duto cístico (canal de saída da vesícula) por um cálculo.

A dor é intensa e persistente. Ela se concentra inicialmente no quadrante superior do abdome. A intensidade da dor aumenta rapidamente e a duração pode ir de 30 minutos a muitas horas, a depender do tamanho da pedra e se a vesícula está inflamada (colecistite), se há infecção, se o paciente foi medicado, etc.

Cumpre salientar que a sensação dolorosa pode irradiar para o ombro e para as costas. A pessoa fica extremamente desconfortável e pode ter episódios de náuseas, vômitos, febre. De modo geral, as crises ocorrem depois de alimentação gordurosa, sendo mais frequentes à noite.

Em alguns casos, o quadro de colelitíase é assintomático. É o que chamamos de cálculos silenciosos, pois não atrapalham o funcionamento da vesícula, pâncreas ou fígado. Nessas situações, o paciente consegue conviver com a condição e o tratamento cirúrgico não é necessário em um primeiro momento, entretanto, é recomendável acompanhar a presença dos cálculos.

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Doença celíaca: sintomas, causas e tratamentos

Doença celíaca: sintomas, causas e tratamentos

Você conhece a doença celíaca? Trata-se de uma condição autoimune, desencadeada pela intolerância ao glúten. O glúten, por sua vez, é uma proteína encontrada em alimentos como aveia, centeio, trigo, cevada e derivados.

Essa desordem sistêmica provoca a inflamação crônica do revestimento mucoso do intestino delgado, resultando em conseqüências danosas como má absorção intestinal, atrofia das vilosidades do órgão, entre outras manifestações bastante incômodas.

De acordo com a Associação de Celíacos do Brasil, essa doença atingem um em cada 600 brasileiros. Em boa parte dos casos, os sintomas são severos, mas a boa notícia é que o problema tem tratamento.

Quer saber mais sobre a doença celíaca? Leia o artigo e descubra quais são as causas, sintomas e principais formas de tratar esse quadro.

Quais são as causas?

A doença celíaca tem origem autoimune causada pela intolerância ao glúten. As crises acontecem e os sintomas são intensificados mediante consumo de alimentos que contêm essa proteína. É o caso de bolos, pizzas, bolachas, pães e, até mesmo, medicamentos e bebidas. O glúten geralmente é acrescido ao preparo dos alimentos para dar leveza, consistência e elasticidade às massas, entretanto, oferece poucos benefícios protéicos à dieta.

Vale destacar que a sensibilidade ao glúten, por si só, não caracteriza essa enfermidade. Na doença celíaca, a intolerância provoca sérios danos ao intestino delgado. Além disso,  ela está associada ao sistema imunológico da pessoa.

Também conhecido como enteropatia sensível ao glúten, esse distúrbio intestinal afeta o órgão de crianças e adultos que possuem predisposição genética. Em resumo, a doença celíaca é causada pela presença geneticamente de alguns anticorpos produzidos pelo sistema imunológico. Esses aticorpos agem contra o glúten.

E os sintomas da doença celíaca?

As manifestações da doença celíaca são essencialmente digestivas. Os sintomas incluem dor abdominal, diarreia, déficit nutricional e gases. Isso acontece porque a enfermidade provoca a atrofia da mucosa do intestino, levando o organismo à má absorção de água, sais minerais e outros nutrientes.

A doença celíaca clássica também pode estar associada a problemas como anemia, emagrecimento, fraqueza, falta de apetite, osteoporose, esterilidade, barriga inchada, vômitos, glúteos atrofiados, abortos de repetição, braços e pernas finase apatia.

Como tratar a condição?

O primeiro passo para tratar a doença celíaca consiste em confirmar o diagnóatico. Consulte o médico ao notar qualquer desconforto digestivo persistente ou recorrente. Caso realmente as manifestações estejam associadas à doença celíaca, o tratamento será baseado especialmente na mudança da dieta, a fim de reduzir o consumo de glúten.

Essa condição não tem cura, então a dieta deve ser restritiva por toda a vida. Os celíacos também precisam redobrar os cuidados preventivos em relação ao câncer de intestino, por a doença corresponde a um comprovado fator de risco para o desenvolvimento de tumores intestinais.

Além da exclusão do glúten da dieta, pode ser necessário complementar a alimentação em caso de deficiências nutricionais. Os nutrientes que geralmente têm seus níveis comprometidos pela doença celíaca são o cálcio, ferro, folato, vitamina B12, zinco, vitamina D e vitamina K.

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O que é diverticulite?

O que é diverticulite?

Diverticulite, como o próprio nome sugere, é uma inflamação digestiva caracterizada por divertículos inflamados e/ou infectados. Divertículos, por sua vez, são pequenas saliências situadas na parede interna do intestino. Vale destacar que os divertículos podem se formar em qualquer porção do trato digestivo, como por exemplo, no estômago, esôfago e intestino delgado. Entretanto, são mais comuns no intestino grosso.

Essas bolsas salientes e pequenos quistos que aparecem no sistema digestivo podem surgir em qualquer fase da vida, porém, a partir dos 40 anos de idade, a incidência é maior, dando origem à diverticulose, um quadro mais brando e benigno. Já a diverticulite é preocupante e pode gerar complicações. Quer saber mais a respeito dessa doença? Leia o texto e entenda melhor o assunto.

Quais são os tipos de diverticulite?

A diverticulite é dividida em duas categorias: diverticulite hipotônica e diverticulite hipertônica. A primeira é uma condição de saúde na qual os orifícios diverticulares são grandes e estão presentes na maioria dos segmentos do cólon, sendo bastante comum em idosos. A segunda é caracterizada por orifícios diverticulares bem pequenos, que estão presentes em menos partes do cólon e acometem normalmente indivíduos mais jovens.

Quais são as causas da inflamação?

Não há uma causa específica, mas a diverticulite pode estar associada à dieta pobre em fibras. Pesquisas apontam que os divertículos inflamados são mais comuns entre pessoas que consomem alimentos refinados, como pão branco, bolachas, bolos industriaçizados, açúcar, arroz branco, etc.

Esse tipo de alimentação favorece a constipação e as fezes endurecidas, gerando um esforço anormal para a evacuação. Tal esforço produz uma pressão no cólon e pode contribuir para a formação de pequenas bolsas e quistos.

Com eles formados, pequenas partículas de fezes podem ficar presas aos divertículos, resultando na infecção ou inflamação. Fatores como obesidade e tabagismo também são capazes de aumentar o risco de diverticulite.

E os sintomas?

Quem tem diverticulose não apresenta sintomas, diferentemente de quem possui diverticulite. A inflamação/infecção dos divertículos pode vir acompanhada de manifestações físicas incômodas, incluindo sensibilidade abdominal, gases, inchaço, febre, calafrios, náuseas, vômitos, redução do apetite, etc.

Como tratar?

A diverticulite é um quadro passível de tratamento, mas antes de definir a abordagem terapêutica é fundamental confirmar o diagnóstico através de exame clínico, associado a outras avaliações aprofundadas, como colonoscopia, tomografia, enema opaco e ultrassom. Por vezes, a inflamação é descoberta eventualmente em exames de rotina. Em outros casos, a detecção do problema só ocorre depois de crises agudas.

Se confirmada, a diverticulite deverá ser tratada de acordo com a frequência, intensidade e gravidade dos sintomas. Pode ser que o paciente precise ficar internado, sobretudo, se houver complicações como obstrução intestinal. Os quadros mais graves demandam cirurgia, enquanto os mais amenos podem ser tratados com medicação e mudança nos hábitos alimentares.

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Hérnia umbilical: o que é?

Hérnia umbilical: o que é?

Enquanto o feto está no útero, o cordão umbilical é o responsável por ligá-lo à sua mãe. Esse ligamento dos bebês passa por uma abertura muito pequena situada entre os músculos da parede do abdômen. Geralmente, essa abertura se fecha pouco após o nascimento. Já a hérnia umbilical surge quando a parede abdominal não se fecha adequadamente e alguns tecidos, bem como o intestino, incham através dessa região enfraquecida na cavidade abdominal.

Estima-se que algo em torno de 20% dos bebês nascem com essa condição.

Nos próximos parágrafos, vamos entender os principais aspectos envolvendo a hérnia umbilical, de forma a identificá-la melhor. Acompanhe!

Sintomas e sinais que ajudam a identificar uma hérnia umbilical

Geralmente, as hérnias umbilicais podem ser percebidas quando o bebê chora, se esforça para fazer suas necessidades ou até mesmo ri.

O primeiro sinal que ajuda a identificar essa condição é presença de uma protuberância ou inchaço próxima a área umbilical. Esse sintoma não fica evidente quando o bebê está relaxado e raramente esse tipo de hérnia apresenta algum incômodo ou dor para a criança.

Aqui, vale fazer uma observação: algumas pessoas acreditam que adultos não podem desenvolver uma hérnia umbilical. Esse pensamento ocorre pela frequência maior nas crianças, mas adultos podem, sim, desenvolver essa condição. Nesse caso, os sintomas são os mesmos que nos bebês — inchaço ou protuberância próxima na região do umbigo.

Entretanto, ao ocorrer em pessoas adultas a hérnia umbilical pode vir acompanhada de muito desconforto e episódios de dor intensa. O tratamento, geralmente, é cirúrgico.

Os seguintes sinais indicam que é preciso buscar ajuda médica rapidamente, pois a situação é mais grave:

  • Nos casos em que a protuberância é muito sensível, descolorida ou muito inchada, válido para crianças e adultos;
  • Quando o bebê começa a vomitar;
  • Quando bebê está com dor evidente.

Causas da hérnia umbilical

Como apontamos no início desse artigo, a principal causa é a abertura no músculo abdominal. Mas existem algumas particularidades que valem a pena serem conhecidas.

Bebês que nascem com baixo peso, prematuros e de descendência afro, têm maiores chances de desenvolver a condição. Não existem diferenças significativas entre as ocorrências nos meninos e nas meninas.

No caso dos adultos, a hérnia umbilical geralmente surge em decorrência de pressão aplicada sobre a área abdominal que tem a musculatura enfraquecida. Dentre as causas, nesse sentido, destacamos:

  • Tosse persistente e intensa;
  • Cirurgia abdominal;
  • Diversas gestações (gêmeos, trigêmeos etc.);
  • Gestação frequente;
  • Estar acima do peso.

Voltando para as crianças, uma notícia muito interessante é que 90% das hérnias umbilicais fecham-se por conta própria. Por outro lado, caso a hérnia não tenha se fechado até a idade de 4 anos, será preciso procurar por tratamento médico especializado.

O diagnóstico médico para a hérnia umbilical exige um exame físico, por meio do qual o médico fará a verificação dessa condição, tanto em bebês quanto em adultos. Ele também avaliará se a hérnia é redutível (pode ser empurrada de volta para a cavidade abdominal) ou é encarcerada, situação em que está presa no lugar. Essa última condição é uma situação séria, pois pode interferir no fluxo sanguíneo provocando prejuízos permanentes aos tecidos.

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Úlcera gástrica: causas e fatores de risco

Úlcera gástrica: causas e fatores de risco

A úlcera gástrica é um tipo de lesão que afeta o revestimento da parede do estômago. Ela também pode ocorrer no esôfago e no duodeno. Trata-se de uma condição bastante comum, sendo que figura como uma das principais causas para o uso de anti-inflamatórios.

As reclamações mais recorrentes em relação a úlcera gástrica envolvem uma intensa queimação na região estomacal que costuma surgir entre 2 e 3 horas após as refeições. Geralmente, as dores provocadas por essa condição são mais fortes quando a pessoa está de estômago vazio.

Outras reclamações comuns são a perda de peso e de apetite, vômitos, náuseas e uma maior dificuldade na digestão dos alimentos.

Principais causas para a úlcera gástrica

Normalmente, a úlcera gástrica está relacionada a um ou mais dos fatores descritos a seguir:

  • Presença da bactéria Helicobacter pylori: ela ataca a mucosa estomacal deixando a pessoa mais vulnerável ao desenvolvimento da doença. Na maioria dos casos, a úlcera tende a sumir quando a infecção é erradicada;
  • Histórico familiar: fatores genéticos podem explicar o surgimento das úlceras gástricas;
  • Anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico: o uso desses medicamentos de forma intensa e constante pode contribuir para o surgimento de úlceras;
  • Fatores emocionais: estresse e ansiedade podem estimular a produção e secreção de ácidos prejudiciais a mucosa estomacal e ao duodeno.

Tratamento para a úlcera gástrica

O tratamento para a úlcera gástrica passa pela eliminação das suas causas, principalmente dos fatores que estão provocando a lesão.

Há medicamentos que são recomendados para aliviar os incômodos causados pela doença, assim como existem aqueles que tem como finalidade a eliminação da infecção provocada pelo H.pylori.

As cirurgias também são consideradas, mas apenas para os casos mais complicados e depois de a pessoa ter tentado os métodos menos invasivos de tratamento, tais como mudanças no estilo de vida e na rotina alimentar.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco contribuem significativamente para o aumento das chances de a doença se desenvolver são os descritos abaixo:

  • Não cuidar da dieta, se alimentando de forma irregular, comendo muito e com alimentos que favorecem o surgimento da queimação (comidas pesadas e frituras, por exemplo);
  • Alto consumo de substâncias que favorecem a produção de ácidos, como bebidas alcoólicas, refrigerantes, café e chás;
  • Uso constante de anti-inflamatórios e aspirinas. O mais indicado nas situações em que a pessoa não possa interromper o tratamento é conversar com o médico para avaliar alternativas ou para que possa trocar a medicação por outra que não afete tanto o revestimento do estômago;
  • Não controlar os níveis de estresse e ansiedade.

Complicações

Quando a úlcera gástrica não recebe a devida atenção ela pode trazer transtornos e riscos ainda maiores para a vida do indivíduo. Algumas situações críticas são:

  • Perfurações;
  • Hemorragia;
  • Penetração
  • Obstrução e, em situações mais graves;
  • Câncer.

Quando a úlcera gástrica chega a uma situação crítica, as dores são muito mais intensas e a pessoa passa a apresentar rigidez abdominal. Esses sinais ainda são acompanhados por vômitos e fezes com sangue. Essa situação é de urgência e requer cuidado imediato em um hospital.

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Câncer de pâncreas: causas e fatores de risco

Câncer de pâncreas: causas e fatores de risco

Quando falamos sobre fatores de risco estamos nos referindo a qualquer coisa que possa contribuir para que haja o aumento das chances de a pessoa desenvolver alguma doença, nesse caso, o câncer no pâncreas.

É interessante observar que, mesmo considerando o fato de que, geralmente, os fatores de risco tenham um papel no desenvolvimento do câncer, na maioria dos casos registrados, eles não são a causa direta.

Também existe a possibilidade de uma pessoa possuir vários fatores de risco e nunca desenvolver a doença, enquanto que outras, sem fatores de risco, podem desenvolver os casos mais agressivos.

A seguir, você conhecerá melhor as principais particularidades envolvendo o câncer no pâncreas, especialmente sobre seus principais fatores de risco. Acompanhe!

Causas do câncer no pâncreas

Apesar de todos os avanços médicos no estudo do câncer de pâncreas, o fato, é que suas causas ainda não são muitos claras. Mas avanços foram feitos, principalmente, no que diz respeito a descoberta de uma variedade de fatores de risco e como alguns deles atuam provocando anormalidades nas células, fazendo com que elas se tornem cancerosas.

Principais fatores de risco de câncer no pâncreas

A lista de fatores de risco para câncer no pâncreas é tão extensa quanto variada. Confira:

  • Idade: o risco de desenvolver câncer no pâncreas aumenta de acordo o avançar da idade. A maior parte dos registros médicos apontam para o surgimento da doença em indivíduos com mais de 45 anos, sendo que 90% contam com mais de 55 anos. Porém, o surgimento da doença pode ocorrer em adultos de qualquer idade.
  • Raça/Etnia: pessoas negras têm muito mais chances de desenvolver a doença que brancos, hispânicos ou asiáticos. O câncer no pâncreas também costuma ter uma ocorrência maior nos judeus pertencentes a linha judaica ashjenazi.
  • Fumo: fumantes aumentam entre 2 e 3 vezes as probabilidades de desenvolvimento da doença em relação aos indivíduos que nunca tiveram o vício.
  • Diabetes: já existem estudos que relacionam o diabetes com o câncer no pâncreas, especialmente naqueles casos em que o indivíduo já possui a condição há vários anos. Além disso, o surgimento do diabetes na fase adulta pode ser um sinal precoce do câncer no pâncreas. Mas vale destacar que tais situações não são gerais e nem regras, isto é, nem todas as pessoas com diabetes desenvolverão a doença.
  • Pancreatite crônica: a pancreatite é uma doença caracterizada pela inflamação do pâncreas. Pesquisas indicam que ter pancreatite crônica pode contribuir para o aumento do risco de desenvolvimento da doença.
  • Dieta e obesidade: homens e mulheres que estão acima do peso ou em situação de obesidade, estão mais vulneráveis ao câncer de pâncreas — ingestão de alimentos ricos em gordura é tido como um fator de risco.
  • Produtos químicos: determinados produtos químicos, a exemplo dos pesticidas, produtos petroquímicos, alguns tipos de corantes e benzeno, podem aumentar os riscos de câncer no pâncreas.

É interessante observar que muitos desses fatores de risco ainda demandam mais estudos para sua correta compreensão e, quem sabe um dia, conseguirmos entender melhor as reais causas do câncer no pâncreas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

Posted by Dr. Diego Paim in Todos